Translate

quinta-feira, 25 de outubro de 2018


Lembro-me de passear alegremente pela praia e de procurar por búzios no seu areal. A ondulação forte trazia muitas algas, que me assustavam e me faziam não querer banhar-me no mar. Ainda guardo com emoção vários frascos de búzios e conchas que apanhava enquanto era criança. Contudo, para mim, esta não é uma memoria feliz, porque os meus filhos nunca partilharão de uma memória semelhante à minha. O mar já não trás algas e búzios, agora trás plásticos e outros lixos, sendo estas as únicas coisas que posso colecionar na praia, porém não as irem manter, bem pelo contrário, apenas as transporto até ao caixote do lixo mais próximo.

sábado, 13 de outubro de 2018

Equilibrar-me com o mundo... PADS!!

Para quem tem vindo a acompanhar esta crónica sabe que nunca publico nada que esteja em fase de experimental, este caso não foge a essa regra. Já uso pads desde o inicio do ano, mas só agora me converti por completo. por isso, apesar de ter tido muita vontade de vos falar desta experiencia e só agora a partilho.
Os pads são pensos higiénicos reutilizáveis, produzidos através de algodão tal como a maior parte da nossa roupa e a sensação que tenho quando os uso, é que nem os sinto, é como se tivesse apenas colocado umas cuecas. São confortáveis e diria mesmo mais higiénicos do que os pensos convencionais, porque a verdade é que fazia alergia aos pensos descartáveis.
Pode parecer uma coisa de outro milénio ter que lavar um pedaço de pano que usamos para reter a nossa menstruação, mas quer os lavemos na maquina, quer o façamos à mão, não dá assim tanto trabalho!
Se prestaram atenção às minhas publicações até agora, esta é sem divida a maior mudança que fiz. Esta mudança não me dá apenas a paz de espirito de sentir que estou a melhorar aquilo que sou, trás a certeza de que é este o caminho que pretendo seguir: o caminho da sustentabilidade. Quando morrer não quero deixar para os meus filho uma herança de lixo com a qual terem que lidar o resto das suas vidas.
Como já se vieram a aperceber, faço todas estas mudanças pelo planeta, mas tendo sempre em vista o lado monetário! Compro este pensos a um artesã portuguesa que tem uma página no facebook que se chama Meme Guloso (podem passar por lá se quiserem, link, mas não sou uma blogger influenciadora o suficiente para vos conseguir um desconto) cada penso custa à volta de 5€, neste momento possuo 6 (um numero que me chega para fazer face aos meus ciclos menstruais) pode parecer muito dinheiro para um penso, mas quanto gastão vocês por ano em pensos descartáveis? provavelmente não fazem a ideia… E estes pensos tem uma vida útil de 6 anos, durante este período de tempo não irei criar lixo devido à minha menstruação e quanto dinheiro terá gastado uma pessoa que usa pensos descartáveis?
Até agora, o melhor para o planeta tem sido o melhor para a minha carteira também! Será coincidência?

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

O Mar


“É só uma palhinha!” Quantas vezes disseram isto? Dizem-no todos os dias ou nem sequer pensam na quantidade de químicos que são libertados no ambiente para que todos nós tenhamos só uma palhinha, para não levantar aquele copo da mesa.
Se fosse só mesmo uma palhinha… Mas não é! Não é só uma palhinha! São 7 biliões de palhinhas! São todos aqueles produtos que sabemos que não podemos colocar no esgoto, que acabam sempre no mesmo sítio! Refiro-me às toalhitas, aos cotonetes, aos óleos de cozinha usados.
É aquele saco de plástico que compramos no supermercado porque nos esquecemos de levar o reutilizável e é tudo o que compramos. Imaginem-se no supermercado, o que é que compram que não venham envolvido em plástico? A fruta? Colocamo-la num saco de plástico. A carne? Colocamo-la no saco de plástico. Uma lata de cogumelos? Quando chegamos à caixa pedimos um saco porque não a queremos levar na mão mesmo que seja só até ao carro!
Mas quando pensamos no ambiente, não pensamos em todos estes pequenos atos que poderia fazer a diferença! Pensamos sim, que a culpa é dos governos! Porque a culpa é sempre dos outros! Não conseguimos admitir que a culpa é nossa, porque não queremos mudar!

E porque é que que eu estou aqui a falar em plástico, plástico, plástico? Este texto não era sobre o mar?
Sim é, e o plástico é uma das principais ameaças aos oceanos e aos animais marinhos!
Abrimos poços de petróleo nos fundos oceânicos, que provocam derrames de petróleo. Transportamos o petróleo em navio que se afundam e provocam derrames de petróleo. Nas refinarias o petróleo é transformado em nafta, um processo que polui os cursos de água e o ar. E quando finalmente transformados nafta em plástico, lançamos novamente químicos no ambiente, que iram afetar não só o planeta mas também a nossa saúde!
Tanto petróleo, tanta poluição! Apenas para produzir plásticos que vamos usar durante 10 segundos e provavelmente vão acabar no mar. Se além agora se levantar e me disser: “eu faço a reciclagem”, eu respondo a reciclagem de embalagens não é economicamente vantajosa! E a maior parte destas embalagens nem sequer são recicláveis! Sim, existem plásticos não recicláveis!
Mas o que podemos fazer? Não podemos fazer nada! Os governos é que tem que impor medidas para resolver este problema. Pois, mas quando o governo implementou um imposto sobre os sacos, eu ouvi reclamar muito, não me lembro de ninguém que estivesse de acordo com a medida. E todos temos na mão o puder de mudar o mundo! E não temos de abdicar de nada! Podemos trocar as palhinhas descartáveis, por uma das milhares de opções reutilizáveis que existem, podemos trocar o cotonetes de plástico por uns de madeira ou cartão, podemos trocar as nossas escovas de dentes de plástico, por escovas de bambu, podemos levar os nossos sacos e os nossos recipientes aos supermercados, podemos existir que este vendam produtos como massa e a arroz a granel, para termos opções livres de plástico! Ou podemos deixar de ir aos sítios do costume e procurar alternativas, como os mercados tradicionais ou as lojas a granel que se tem vindo a espalhar.
Aos governos exigimos que cumpram o acordo de Paris. Melhor, que o superem!
Aos governos pedimos que se unam e encontrem soluções para o problema da sobrepopulação! Em Portugal faltam crianças mas é Africa existem muitas a morrer de fome! A solução não são medidas á natalidade, porque o mundo já está cheio. Mas sim, medidas à pobreza, à guerra! Dê oportunidades a quem já cá está! O mundo tem cada vez menos fronteiras, não faz sentido haver população humana em lugares inóspitos quando temos espaço, aqui em Portugal, para acolher essas pessoas!  

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Equilibrar-me com o Mundo... Palhinhas Reutilizáveis!


Tudo o que tenho partilhado convosco, não aconteceu de um dia para o outro! Porque quando pretendemos mudar não interessa a velocidade mas sim a direção!
Eu tenho vida a mudar os meus hábitos ao longo dos últimos anos (mesmo antes de iniciar esta crónica) sem me aperceber do que estava realmente a fazer! Só depois de ver alguns documentários sobre a forma como o mundo precisa que nos mudemos os nosso modos de vida é que comecei a levar isto a sério! Há uma serie de mudanças que tenho vindo a implementar no meu dia-a-dia, mas as coisas não são fáceis! E sempre que vos trago aqui alguma coisa, é porque a minha transição já é completa!
Neste momento, deixei, por completo, de utilizar palhinhas descartáveis!

Só existe um pequeno problema! Quando me dirijo a um restaurante, género fast-food, é quase preciso soltar aquele gritinho desesperadamente agudo que não quero uma palhinha de plástico!
A minha colecção de palhinhas: 4 de vidro, 3 de inox e um escovilhão.

Já experimentei palhinhas de vidro e inox. Quanto às de inox, apenas as utilizo fora de casa, pois eu amo as de vidro! E tenho medo que se partam no interior da minha mala.

As palhinhas de vidro são fáceis de limpar, devido à sua transparência, as suas pontas são arredondadas, o que as torna seguras para crianças e são mais largas do que as palhinhas de plástico, o que as torna perfeitas para smoothies! ( a minha sobrinha já testou a sua resistência, sobrevive a varias utilizações nas mãos de uma criança de 3 anos)

Contudo, existem mais tipo de palhinhas amigas do ambiente, bambu e papel, sendo que estas duas por serem feitas com materiais frágeis, tem que ser substituídas (as de papel são mesmo descartáveis). Depois de tudo isto, qual é a tua desculpa para não mudar? Dá muito trabalho lavar uma palhinha? Mete-a na máquina! Faz peso na mala? Tira aqueles cartões todos dos supermercados do interior da carteira, que apenas existem para te enganar e sacar os dados pessoais, quando meteres lá a palhinha a mala vais estar mais leve do que nunca!
Até a minha sobrinha já experimentou e sempre que lhe oferencem uma palhinha de plástico descartável, diz: “quero a palhinha da tia Joana”!


Dica de Forreta:
*Se por acaso pretenderem aderir às palhinhas reutilizáveis, comprem-nas online! Em sites como AliExpress ou eBay vão encontrar estes produtos por um décimo do preço das lojas "Bio".



segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Lista Negra - Sugestões Mariana



"Duarte e Marta - Ameaça no Vale do Douro" de Maria Inês Almeida e Joaquim Vieira

Envia também as tuas sugestões para serem publicadas nesta rubrica!