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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Opinião:A Mecânica do Coração - Mathias Malzieu

Resumo: Edimburgo, 1874. Jack nasce no dia mais frio do mundo, com o coração… congelado. A Dr.ª Madeleine, a parteira (segundo alguns, uma bruxa) que o trouxe ao mundo, consegue salvar-lhe a vida instalando um mecanismo - um relógio de madeira - no seu peito, para ajudar o coração a funcionar. A prótese resulta e Jack sobrevive, mas com uma contrapartida: terá sempre de se proteger das sobrecargas emocionais. Nada de raiva e, sobretudo, nada de amor. A Dr.ª Madeleine, que o adopta e vela pelo seu mecanismo, avisa: «o amor é perigoso para o teu coraçãozinho.» Mas não há mecânica capaz de fazer frente à vida e, um dia, uma pequena cantora de rua arrebata o coração - o mecânico e o verdadeiro - de Jack. Disposto a tudo para a conquistar, Jack parte numa peregrinação sentimental até à Andaluzia, a terra natal da sua amada, onde encontrará as delícias do amor… e a sua crueldade. Um conto de fadas para adultos, ao estilo de Tim Burton ou Lewis Carrol.

Opinião: Encontrei este livro por mero acaso enquanto passava por uma livraria e não tinha dinheiro para o comprar, contudo a sua capa fascinou-me de tal forma, que voltei na semana seguinte para adquirir um exemplar. Os bons livros tem sempre uma história pela qual os comprei, já repararam? Voltando ao livro, não quero desvendar muito da sua história... Contudo, está história tem tudo para correr mal! Um menino que nasce com o coração gelado, a parteira coze-lhe um relógio ao corpo para que o seu órgão possa voltar a trabalhar, contudo isso faz com que exista uma regra na vida do rapazito: nunca se poderá apaixonar! É óbvio que ele não cumpre essa regra, porque o que é uma vida sem amor? Mais uma história intrigante à espera que a desvendem!
Este livro encantou-me de tal forma que este se tornou o meu autor preferido!
Podem adquirir o vosso em: https://www.wook.pt/livro/a-mecanica-do-coracao-mathias-malzieu/7210012?a_aid=5abd5a6d05d72

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Nesta Lata Guardo Recordações

Nesta lata guardo recordações.
Guardo recordações de pessoas que são genuinamente boas, que fizeram a diferença na minha vida. Guardo recordações das pessoas que mais me amam e me apoiam neste momento, que foi o mais difícil da minha vida. Guardo a recordação de até de quem ainda não nasceu! E não há forma de agradecer o carinho que recebi dessas pessoas sem que seja com um obrigado.
Mas a vida não é só feita de coisas boas, e aqui dentro também estão recordações das piores pessoas com quem me cruzei nestes três anos de estudo. Que tornaram a minha vida num verdadeiro inferno e fizeram de Leiria um lugar insuportável. Por que é que guardo estas recordações negativas? Não sei! Deveria queima-las, como se faz a tudo o que é mau e não presta!
Mas uma parte de mim não quer fazer isso… Talvez porque uma parte de mim saiba que no futuro eu vou precisar destas más recordações. Vou precisar delas para me lembrar o quão forte sou. Para me reavivar a memória de que nada, nem ninguém me consegue deitar a baixo ou levar a melhor de mim, por muito que tente!
Por isso, nesta lata guardo todas as recordações, as boas, e as más. 
Ah! Quase me esquecia! Eduarda, se algum dia leres este texto, quando escrevi na tua fita que tinha aprendido muito contigo, referia-me a aprender o quanto uma pessoa pode ser falsa, intriguista e mesquinha!

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Opinião: O Amante Japonês - Rani Manicka


Resumo: Parvathi é uma sonhadora. Mais do que tudo, deseja amar - e ser amada - sem restrições. Mas o pai tem para ela planos que incluem um casamento arranjado com um desconhecido. Ele é um viúvo rico da Malásia, para onde a jovem será obrigada a partir. Recém-chegada a uma terra desconhecida, vê-se a braços com a fúria do marido. É que o pai de Parvathi enganou-o, enviando-lhe a fotografia de uma rapariga diferente… e mais bonita. Mas, lentamente, marido e mulher chegam a um entendimento. Ela é uma esposa dedicada mas vive um casamento sem paixão. No seu íntimo, continua a sonhar. O mundo à sua volta está em convulsão, e a sua própria vida rapidamente mudará também: o marido morre e a Malásia é invadida pelo Japão. Para salvar a dignidade da enteada, Parvathi aceita entregar-se todas as noites ao general japonês que lhe ocupa a casa. Será desta forma inesperada que conhece pela primeira vez a paixão. Gradualmente, o seu inimigo de morte transforma-se no amante por quem sempre ansiou… Povoada de mitos e magia, esta exótica saga familiar é um retrato inesquecível da história recente da Malásia e um hino ao poder do amor incondicional.

Opinião: Se vos disser que este livro me deixou completamente apaixonada pela cultura oriental, levando-me a querer casar de sari é o bastante para vos convencer a ler o livro?
A história é triste! Muito triste! Mas a forma como a cultura japonesa e malaica é desvendada, é simplesmente incrível! Os seus deuses, os seus hábitos e costumes! Será que sou eu que me apaixono facilmente pelas outras culturas, ou serão todas elas incríveis?
Para mim a história é estranha, mas acredito que possa verdadeiramente ter acontecido! Como pode alguém arranjar casamento para a sua filha, sem nunca conhecer o homem que a irá esposar? Como pode alguém querer casar-se com outra pessoa, vendo apenas a sua fotografia? Como pode alguém apaixonar-se em tempos de guerra e como pode essa paixão sobreviver ao fim de uma invasão?
Tantas perguntas que me ficaram… E tanta vontade de conhecer o outro lado do mundo! Conhecer as culturas onde não existe apenas um deus, que as suas vestes são tão diferentes das nossas e ao mesmo tempo tão belas! Eu não conheço as culturas que foram relatadas no livro, mas fiquei curiosa por saber mais, por visita-las, por desvenda-las! Terão os nossos antepassados, que partiram de Portugal, a mesma vontade de desvendar o mundo, que eu tenho agora? Será que este desejo estará entranhado na nossa própria cultura?


terça-feira, 15 de maio de 2018

Opinião: O Fabricante de Bonecas da Cracóvia – R. M. Romeno

Resumo: Há guerra.
Há dor.
Mas há magia e há esperança.
Cracóvia, Polónia, 1939.
Por magia, uma boneca chamada Karolina adquire vida numa loja de brinquedos e torna -se amiga do amável e discreto fabricante de bonecas, que é também o proprietário da loja.
Quando a ocupação nazi se abate sobre a cidade, Karolina e o Fabricante de Bonecas têm de recorrer à magia para salvar, custe o que custar, os seus amigos judeus dos perigos iminentes que pairam sobre eles.
Reunindo uma atmosfera de magia, história, tradições e cultura local, esta impressionante narrativa fala -nos sobre como encontrar esperança e amizade nos lugares mais tenebrosos.

Opinião: Eu sei que não devia admitir isto, mas: eu comprei este livro pela capa!
Sim, eu pensei: se o livro não tiver uma boa história, continuará a ficar bonito na estante!
Contudo, fui terrivelmente atraiçoada pela minha ideia de que só a capa deste livro era deslumbrante…
Estou a olhar para o computador à 10 min à procura de palavras para descrever este livro e não consigo… Simplesmente não consigo! É uma história tocante! Acho que o li quase todo com a lágrima ao canto do olho! O resto do tempo, chorei!
Os sentimentos são descritos profundamente, sem o serem… A magia existe de uma forma tão subtil que parece não existir…
Não tenho mais nada para dizer! Só quem ler este livro é que pode entender! E recomendo-o a todas as pessoas que gostem de livros de história e gostando ou não de um pouco de magia na vida das personagens, vão adorar este livro!

Lendo apenas este livro, desta autora, posso dizer que é uma das minhas autoras preferidas! Por isso imaginem o quão maravilhoso este livro é!

Pode adquirir o seu exemplar em: https://www.wook.pt/livro/o-fabricante-de-bonecas-de-cracovia-r-m-romero/20287565?a_aid=5abd5a6d05d72

domingo, 13 de maio de 2018

Lista Negra

Todos os dias 13 de cada mês passará a haver uma publicação mensal neste blog, que se intitula de "Lista Negra", nesta lista que será feita ao longo de vários meses serão publicados os piores livros que alguma vez li e gostaria que partilhassem os vossos comigo! Até ao próximo dia 13!