“É só uma palhinha!” Quantas vezes disseram isto? Dizem-no todos os
dias ou nem sequer pensam na quantidade de químicos que são libertados no
ambiente para que todos nós tenhamos só uma palhinha, para não levantar
aquele copo da mesa.
Se fosse só mesmo uma palhinha… Mas não é! Não é só uma palhinha! São
7 biliões de palhinhas! São todos aqueles produtos que sabemos que não podemos
colocar no esgoto, que acabam sempre no mesmo sítio! Refiro-me às toalhitas,
aos cotonetes, aos óleos de cozinha usados.
É aquele saco de plástico que compramos no supermercado porque nos
esquecemos de levar o reutilizável e é tudo o que compramos. Imaginem-se no
supermercado, o que é que compram que não venham envolvido em plástico? A
fruta? Colocamo-la num saco de plástico. A carne? Colocamo-la no saco de
plástico. Uma lata de cogumelos? Quando chegamos à caixa pedimos um saco porque
não a queremos levar na mão mesmo que seja só até ao carro!

Mas quando pensamos no ambiente, não pensamos em todos estes pequenos
atos que poderia fazer a diferença! Pensamos sim, que a culpa é dos governos!
Porque a culpa é sempre dos outros! Não conseguimos admitir que a culpa é
nossa, porque não queremos mudar!
E porque é que que eu estou aqui a falar em plástico, plástico,
plástico? Este texto não era sobre o mar?
Sim é, e o plástico é uma das principais ameaças aos oceanos e aos
animais marinhos!
Abrimos poços de petróleo nos fundos oceânicos, que provocam derrames
de petróleo. Transportamos o petróleo em navio que se afundam e provocam derrames
de petróleo. Nas refinarias o petróleo é transformado em nafta, um processo que
polui os cursos de água e o ar. E quando finalmente transformados nafta em
plástico, lançamos novamente químicos no ambiente, que iram afetar não só o
planeta mas também a nossa saúde!
Tanto petróleo, tanta poluição! Apenas para produzir plásticos que
vamos usar durante 10 segundos e provavelmente vão acabar no mar. Se além agora
se levantar e me disser: “eu faço a reciclagem”, eu respondo a reciclagem de
embalagens não é economicamente vantajosa! E a maior parte destas embalagens
nem sequer são recicláveis! Sim, existem plásticos não recicláveis!
Mas o que podemos fazer? Não podemos fazer nada! Os governos é que tem
que impor medidas para resolver este problema. Pois, mas quando o governo
implementou um imposto sobre os sacos, eu ouvi reclamar muito, não me lembro de
ninguém que estivesse de acordo com a medida. E todos temos na mão o puder de
mudar o mundo! E não temos de abdicar de nada! Podemos trocar as palhinhas
descartáveis, por uma das milhares de opções reutilizáveis que existem, podemos
trocar o cotonetes de plástico por uns de madeira ou cartão, podemos trocar as
nossas escovas de dentes de plástico, por escovas de bambu, podemos levar os
nossos sacos e os nossos recipientes aos supermercados, podemos existir que
este vendam produtos como massa e a arroz a granel, para termos opções livres
de plástico! Ou podemos deixar de ir aos sítios do costume e procurar
alternativas, como os mercados tradicionais ou as lojas a granel que se tem
vindo a espalhar.
Aos governos exigimos que cumpram o acordo de Paris. Melhor, que o
superem!
Aos governos pedimos que se unam e encontrem soluções para o problema
da sobrepopulação! Em Portugal faltam crianças mas é Africa existem muitas a
morrer de fome! A solução não são medidas á natalidade, porque o mundo já está
cheio. Mas sim, medidas à pobreza, à guerra! Dê oportunidades a quem já cá
está! O mundo tem cada vez menos fronteiras, não faz sentido haver população
humana em lugares inóspitos quando temos espaço, aqui em Portugal, para acolher
essas pessoas!