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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Sonho


De meias amarelas e sorriso no rosto. De livro debaixo do braço e baloiço debaixo do rabo. Esta menina sempre prefiro sentir-se mais perto do sonho do que é seguro.
- Cuidado olha que caís! - recomenda a mãe preocupada.
- Sou leve, tenho a cabeça cheia de sonhos e o amor enche-me o coração! Se cair, imagino uma nuvem bem fofinha para me apanhar!
Como é óbvio a sua mãe não liga ao que ela diz... sempre a falar à parva! Pensava ela...

Minutos depois a mãe ouve a menina a chorar. Antes de ver o que se passava começou a ralhar:
- Eu disse-te que ias cair! Porque nunca me ouves? - Quando chegou perto dela, não viu nem uma gota de sangue, nem um único arranhão. Voltou a ralhar com ela: - Mas estás a chorar porquê se não te aleijas-te?
- Oh mãe, vi uma coisa horrível!
- O que pode ser tão horrível assim, na nossa casa?
- Que um dia a imaginação abandonaria os meus sonhos...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O pó!

Aulas! Hum, que bem que estou no meio do mar onde sinto que para cima de mim não há sonhos mas para baixo não há céu. Sim! Porque este me traiu desde o dia em que nasci, com tanto mundo e teria que vir parar aqui!
Mas voltando às aulas e aos seus inúmeros desertos de pó repletos de coisas inúteis e desinteressantes, sim porque quem se interessa porque o que significa subsumido, pois não sou eu que vou explicar o que é!
Pensando nos papéis que cobrem o chão, (eu ando com os pés onde quero!) mostram-nos inúmeras imagens e legendas, às quais são mais pedaços de pó que me cobre o casaco… tenho que pedir há minha mãe para me comprar meias!
As mãos já estão geladas e o cérebro congelado, o pó é frio… é coberto de crueldade e mentira.
A voz aguda mata-me, se pedir para eu ler o que estou a escrever neste momento… vou, finalmente, conhecer o que os muçulmanos falam sobre o paraíso.
Por vezes penso que ele é um dálmata e ela um caniche, daqueles que se compra na borda da estrada que três ou quatro camionistas, só hoje, já lhe passaram por cima.
Sem dúvida é um bom trabalho… não têm que levar com o pó como eu!
Talvez compre uma casinha antes de mim, talvez não… para esses caniches um sofá deve chegar…
Porque não temos aulas como eles? Para servir! Toda a gente sabe, que nos dias de hoje, temos que servir os alemães, limpar-lhes o rabinho e deixa-los “comer-nos” os últimos pedaços de carne que ainda nos sobram de todos os que conseguimos guardar para o inverno.
A minha caixinha de música deixou de funcionar, agora mesmo, penso que talvez tenham sido os alemães que as levaram para fazer colherinhas para comerem a nossa sopa. Ou talvez tenha o pó que entrou para dentro dela… ou talvez não, ele é muito espeço para lá conseguir entrar… apesar de quando é exprimido apenas conseguimos retirar dele um ou duas frases como:
«As estrelas são brilhantes.» ou «Os ponto quentes não criam continentes.»
Coisas que nos desiludem, porque na deveriam de ser assim…
Na verdade este mundo é repleto desse pó, já não falo das coisas inúteis que temos que saber de cor, de trás para a frente e de frente para trás.
Mas como todas as coisas que vemos e varremos para baixo do tapete. Não…não é isso que estás a pensar...
São apenas aqueles tostões que todo o mundo paga e que toda a gente não vê a voarem pelo céu, enquanto isso, cá na terra já não podes explicaram sem teres que vender um rim para poderes pagar a multa por teres expirado.
Não penses que estou a reclamar… não, não é nada disso, apenas acho que sim senhora fazem muito, mas mesto muito bem retirarem dinheiro aos riquinhos para o metropolitano funcionar… melhor, para comprar um submarino para enfiar o metropolitano lá dentro para que ele possa navegar debaixo…há pah, estou desactualizada, não é que o visionário do Portas já tinha previsto que o metropolitano precisaria de obras, porque se não este encher-se ia de água e como é obvio solucionou o problema da maneira mais barata e como o povo diz “vale mais prevenir do que remediar”, então comprou dois submarinos para ter a certeza absoluta que o metropolitano não deixaria de funcionar!

Sabem é como diz-se em português mal falido “Há certas coisas que não tens que compreender, apenas aceitar”. Os portugueses não eventuais engenheiros no que toca a isso.
E viva aos golfinhos que poem ovos! Ovos de ouro! Acho que deviam ir ao fundo do Tejo só para ver se nos deixaram algum para pagarmos a nossa divida ao exterior, ou talvez não… devíamos utiliza-los para pagar umas bejecas ao pessoal! O dinheiro que ganham das multas dos espirros chegam para pagar chegam para pagar a nossa divida!
Ou então compramos macacos! Para quê? Como andar de macaco é mais divertido do que andar de carro de luxo, deveríamos de colocar os nossos ministros a andar de macaco.
Inicialmente comecei a falar do pó e agora vim parar ao papel higiénico… onde irei parar a seguir?
Eu só comecei a falar do papel higiénico e de casas de banho, e tudo o que engloba uma casa de banho, porque eu estou realmente despreocupada com a conjuntura económica que apresenta o meu país, todos vamos morrer há fome pelo menos não vamos entrar em stress só por colidirmos com essa realidade.
Eu sou uma pessoa positiva, por isso acredito que se resistimos às invasões francesas, ao 11 de Setembro e até Camões conseguiu imortalizar os fados dos portugueses, porque haveríamos nós de agora nos vergarmos perante os lobisomens? (toda a gente já está farta de vampiros e eu gosto de dinamizar) peço desculpa… mas não podem ser lobisomens e até digo porque, o nosso anterior ministro da economia não tinha sequer barba, apenas uma penugem, quanto mais ter o corpo coberto de pelo… por isso “perante as fadinhas?”


(Agora, fora de brincadeira, Se gostarem eu continuo.)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Nostalgia






Quando era pequenina costumava-me sentar naquele muro branco, mesmo por baixo de uma grande macieira.
Todos os verões sentava-me lá e comia maças quando me apetecia, brincava com gatos sempre que eles queriam e via os carros a passarem.
Os anos forma passando e os verões também... os meus calções azuis com uma estrela laranja e a t-shirt com a menina loura com um vestido cor-de-rosa, deixaram-me de servir.
Nessas roupas ficaram marcas das nódoas da fruta que comia e os meus anos de ouro.
Não me importei, perdi os calções ganhei uma bicicleta.
 Com a bicicleta percorria roda a minha terra, com uma grande amiga. Com os meus calções vermelhos e o meu top verde que dizia “I love you”, apesar de eu não saber o significado daquelas palavras quando criança.
Acordava pela manhã e subia para cima da minha bicicleta, só descia dela quando a noite já era serrada e não via nada.
Passei verões na minha bicicleta, não voltei a olhar para a velha macieira que se erguia bem mais alto do que o meu metro e quarenta, dava maçãs mais gostosas do que algum dia poderia voltar a provar.
Os verões foram passando e com eles perdi essa amiga, não em importei, torquei por outras amigas. Mas havia um problema, não podiam andar de bicicleta comigo!
Não me importei, coloquei a bicicleta na garagem e troquei pelos livros.
Agora escrevo todas as loucuras da menina de cabelo preto, que se sentava no muro caiado mesmo por baixo da macieira, têm.


Sempre pensei que não sofria de nostalgia porque sempre tinha aproveitado a minha vida ao máximo, mas descobri que estava enganada, só trás mais saudades fazermos tudo o que queríamos quando éramos crianças e agora não podemos.

Tenho saudades



Não tenho saudades do passado, nem anseio pelo futuro. Isso é um erro que não volto a conhecer.
Apenas tenho saudades das tuas mãos percorrendo o meu corpo… beijando-me levemente, dos teus olhos admirando-me e dizendo o que os teus lábios não sabiam prenunciar, apenas com as palavras que este mundo conhece.
Anseio, desejo, cada segundo que ainda não existe. Pois não voltarei a ser tocada sem sentimento, sem amar alguém. Não volto, sequer, a colar os meus lábios a alguém por quem não tenho nem um pouco de sentimento, vê-lo morto ou vivo, para mim seria-me indiferente.
Eu sei que o que fiz, num passado próximo. Sei que me diverti. Sei, também, que gostei. Mas cansei-me de ser um brinquedo e de apenas brincar.
Agora, anseio pelo teu corpo, pelo teu subtil e apaixonado toque. Desejo que este “tu” não seja, novamente, uma partida da minha imaginação.
Quero fazer-te feliz. Quero sentar-me ao teu lado, no alpendre dianteiro da nossa casa. Quero cuidar de ti nesse dia e nos seguintes… quero beijar-te a testa e acariciar-te a face em sinal de respeito e de amor.
Mas duvido que tal alguma vez aconteça… o que eu sou, não permite que tal possa acontecer…