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domingo, 29 de abril de 2012

Já não mais



As minhas lágrimas expressão, literalmente, aquilo que vai na minha alma.
Lembras-te? Lembras de quando me deixaste neste preciso banco aqui sozinha?
Sabes? Sabes durante quantos meses chorei depois de passar um dia inteiro a pensar que voltavas?
Imaginas? Imaginas quantas vezes eu vim a este preciso local para me lembrar dos beijos que em davas?
Não sabes o que senti, nem sequer desconfiavas… Admite! Porque nunca sentiste o mesmo que eu senti, porque não cultivaste em ti um pouco do sentimento que sentia por ti.
Para ti fui apenas uma idiota que enganas-te… tenho a certeza que foi divertido enquanto durou. Mas não irias enfrentar uma tempestade para me dar carinho. Não é?
Escusas de me responder às mensagens, aos e-mail, às indirectas! Porque já percebi que aquilo que sinto, já não sinto mais por ti!
As vezes que doeu pensar em ti, já não doem mais.
As vezes que pensei não pensar em ti, já nem existem mais.
Mas espero que um dia te lembres que poderias ter tido uma princesa em vez de um rapariga banal…

33 comentários:

  1. Não deixes que as nascentes salgadas dos teus olhos sequem as terras do teu coração.
    Chama a ti os oráculos que invocam a chuva doce, chuva mãe da vida, da felicidade, do crescimento e afasta os cabrões fazedores de trovoada que nada trazem de mais que medo, confusão, discórdia.
    E à chuva sadia junta o teu fertilizante mais potente, esse sorriso com o brilho de Andrómeda, princesa traída e salvada, mãe de um dos mais generosos jardins do Mundo Antigo e para sempre lembrada entre as estrelas dos céus. Não deixes que as nuvens negras e o rugir do trovão te demovam de chamar pelo teu Perseu, que primeiro tem de matar a Górgona que tudo petrifica para te dar a felicidade merecida.

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    1. Os meus olhos não choram mais por quem não merece. E há muito tempo que os deuses me proibiram da felicidade que um humano comum tanto procura... por isso não a procuro mais, se ela quiser, virá até mim. Talvez um dia venha, talvez não, mas pelo menos não perdi tempo a tentar. E que o Mundo Antigo que morra no esquecimento das águas do rio ledes, para que os deuses vejam o que é sofrer por deixarem de ser venerados!
      (Adoro os teus comentários, de verdade, penso que sejas a mesma pessoa que de lés a lés tem vindo a deixar-me alguns comentários e começo a ficar muito curiosa por saber quem és.)

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  2. NÃO! Cospe depois de dizeres essas palavras, pois são um veneno que nos consome por dentro e nos apodrece! Também eu já pensei em não mais procurar pela utopia da felicidade, mas as trevas em que caí por deixar esse caminho quase me levaram para destinos que fariam Hades, Seth, Enma, Lúcifer e todos os outros senhores do submundo retorcer-se de horror!
    Esperar que os Shichi Fukujin te venham bater à porta sem antes teres ido ao templo, isso sim seria perda tempo. E se o caminho para o templo é tortuoso, se por vezes o vento é tão forte que te faz andar para trás e a corrente do mar tão traiçoeira ao ponto de te fazer dar 3 voltas, procura quem te apoie, outros que procuram o mesmo destino, com quem podes partilhar uma bolacha para a viagem e um sorriso. Às tantas, pode ser até que nem precises de chegar ao fim para descobrir que o que procuravas estava ali ao lado, tão próximo mas ainda assim tão omisso.
    E não vires a tua ira para os Antigos, pois eles ainda possuêm sabedoria para te passar e aos outros que virão depois de ti, sabedoria que também nos ajuda a encontrar nas estrelas as indicações por vezes necessárias para reencontrarmos a estrada.

    (Sim, sou a mesma pessoa que de vez em quando vem para aqui desabafar um pouco. Digo-te apenas que as Moiras já cruzaram as linhas do nosso destino uns pares de vezes e que, com ou sem intenção, esses fios se continuarão a tocar até serem cortados ou afastados de vez, um dia. Mas tenho tido muito prazer em vêr-te crescer de todas estas vezes que Láquesis quis, fazendo-me quase sempre perguntar "É mesmo ela?". Queira também que eu um dia deixe cair esta máscara de Guy Fawkes e revele quem se esconde atrás do anonimato cobarde. Por agora tudo fica na mesma, mas até lesma se move)

    Ah! Mas ainda não me vou embora sem antes partilhar umas palavras dignas de nota e bem ao acaso
    http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&refid=201106200941&author=1133

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    1. E eu quero lá saber dos deuses do inferno! Se Mantus estivesse realmente chateado comigo mandaria os seus filhos, espíritos da noite, atrás de mim deixando-me acordada durante a noite e pediria a Janus, Deus do sol, para que morresse queimada com um dos seus raios que tudo elimina.
      Não é uma questão de sorte ou de azar, é simplesmente o destino e tudo o que já vivi acreditar naquilo que digo!
      O ser humano é cego para um mundo dos deuses e para lá do que separar o normal do surreal... eu sou uma sombra escondida entre os dedos de Carmina, deusa dos feitiços, em sonhos consigo ver o que eles fazem, como agem e no entanto não sou ninguém para eles. Fui iluminada à nascença por Tana e Tanus, deuses das estrelas, com o dom de poder de mostrar ao mundo as minhas visões, as histórias que caminham até mim... Por vezes, sinto-me que sou abençoada por meia dúzia de deuses, mas sei que sou odiada por todos eles. Se assim não fosse, não meteriam entraves dolorosos no meu caminho, não faziam-me cair, não se ririam ao ver-me sofrer.
      O deuses são criaturas imortais sem ponta de humanidade, nem mesmo o amor é capaz de os demover, e por isso lhes somos superiores ao cairmos nos buracos da tristeza enquanto eles vão atirando tempestades para a nossa vida.
      Vanth, traçou o meu destino, e o que estiver para vir estará mas eu não baixarei a cabeça e serei obrigada a servir os deuses, porque se eles escrevem o meu futuro, eu escreverei o seu passado onde contarei o quão horríveis são e quem sabe se num Hércules não nasce de um ventre humano para os matar...

      (Pois se sabes quem sou, mais intrigada fico em saber quem és. E falta de coragem não é um defeito, é apenas uma má qualidade, porque ninguém tem defeitos.)

      Ah! E talvez te ensinarei uma coisa, não se esquece quem ama, não se sofre por não amar mais... O coração sempre guarda recordações dos tempos bons, mesmo que eles nunca tenham existido e estas necessidades e desejos que se voltem a tornar realidade, são tornados em memórias agradáveis ás quais não resistes a sorrir...
      Porque: "Um dia aprendes que as teclas negras de um piano também dão música."

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  3. Ao raio que os partam esses deuses que comandam a tua vida e não te permitem encontrar o que procuras! Partam-se em mil bocados, mais mil e sejam espalhados ao vento no deserto mais tórrido, no glaciar mais gelado, na montanha mais alta, no mar mais profundo.
    Desafia-os, sobe aos ceús onde habitam e manda-os irem levar onde lhes for mais conveniente. A ténue fronteira que separa o nosso mundo do mundo deles pode ser ultrapassada, haja vontade, coragem e força para a rasgar, tomar as rédeas do nosso próprio destino e ser o Hércules ou o Kratos que os matará! Sonhos de felicidade não passam de ilusões estupefacientes se não os fizermos concretizarem-se.

    (Sei quem és e tu sabes quem sou, se bem que numa versão completamente diferente daquela que aqui mostro. Conheces uma das minhas muitas personalidades que criei para enfrentar Homens e confudir deuses.
    Se a cobardia é qualidade ou defeito, isso não sei dizer, mas acho já conheci um número interessante de pessoas para saber que também existem algumas com defeitos de produção.)

    Ah! Então agora uma história: Ramu é um velho coberto de chagas, com um trapo a servir de roupa e condenado à mendicidade. Um bordão velho e seco era a sua única companhia, até se partir, sobrando só um pequeno pedaço que ainda servia de bengala. Vive para ver os seus amigos e família morrerem antes dele. Os cães ladram à sua passagem e as crianças atiram-lhe pedras para o afastar.
    Um dia, Uriel levou o caso de Ramu a Deus, pedindo piedade para o velho. Deus debroçou-se para ver o que se passava e deixou cair uma joía do tamanho de um ovo de pavoa um pouco mais à frente do caminho onde o miserável seguia. O seu brilho via-se a milhas, mas existia uma elevação que o bloqueava da linha de visão do pedinte.
    Entretanto, Ramu queixava-se da sua triste sina, questionando a amizade de Deus. O som da sua fala, aliada à sua audição enfraquecida, não lhe permitiu ouvir o baque produzido pela queda da preciosidade.
    A meio do chorrilho de queixumes, Ramu parou, olhou para o céu e pensou que nem tudo era mau. Pelo menos o dia estava limpo, ainda tinha uma visão de jovem para ver o cenário e deu graças a Deus por isso. Para mostrar o quão grato estava, imaginou como era ser cego: fechou os olhos e usou o bocado do velho bordão como a vareta de um cego que apalpa o caminho. Tinha medo de se desviar e cair numa vala, ou chocar contra uma árvore, mas continou mais um bocado e por 5 centímetros falhou a oferta que Deus lhe tinha deixado na estrada. Mais à frente abriu os olhos e voltou a agradecer a Deus por não lhe ter levado as vistas.
    Deus recuperou a joía perdida no caminho e agora nas mãos tinha um bocado de madeira pau-de-ferro que volta a deixar cair no caminho de Ramu. O velho ia encontrar o pau e o novo bordão iria servir-lhe de apoio até aos fins dos seus dias.
    Uriel virou-se para Deus e perguntou se este lhe tinha dado uma lição e Ele só lhe respondeu com um "talvez".

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    1. O meu destino não é mais meu, e também não o quero como tal.

      (Se conheceste tantas pessoas assim, também sabes que a maioria das pessoas aceita os defeitos dos outros.)

      Ah! Como se os deuses tivessem misericórdia dos humanos ou se se preocupassem com eles. E se houvesse algum Deus assim, já não estaria vivo, pois Tinia arrancaria sua cabeça como se nada fosse!

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  4. (Verdades das verdades, a maioria sim. Tristeza das tristezas e paradoxo dos paradoxos, também vejo quem não aceite qualidades, especialmente nos meandros negros onde habita uma mediocricidade virolenta. Trata-se de uma minoria, é certo, mas uma minoria presente.)

    Ah! Deuses ou mortais, isso não interessa. O que interessa é sabermos encontrar a felicidade, apesar dos deuses e mortais trapaceiros. É podermos soltar um sorriso no meio da pior tempestade, ceder aos prazeres da carne e do espírito antes de uma batalha, criar memórias felizes em tempos de fome, dar um beijo nos momentos finais do mundo. Estar grato por estar vivo. Por ver, ouvir, sentir, cheirar, provar este Mundo. Por poder experimentar as doçuras e travessuras do destino.
    Agradeço aos deuses e aos homens pelos bons momentos, mas também pelas cicratizes que me deixaram no corpo, pois a pele fica mais forte para enfrentar qualquer adversidade.

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    1. Mas apesar da tua pele se fortalecer, o teu coração enchesse de medo, medo esse que o faz vacilar.
      Aliás, o que é mais importante, a tua pele ou o coração para te manter vivo?
      Pois... o nosso exterior é apenas o que os outros vêm, e nele esta a coragem, a beleza e, até quem sabe, o rosto que criamos para enfrentar os demais. Enquanto isso o nosso coração... Oh, essa grande muralha que protege o nosso eu se de tornar mundano e banal...

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  5. Coração e pele à parte (que visão tenebrosa...) olha ali à frente! Ali, naquele pequeno monte de erva que recebeu os primeiros beijos de Beira. Um ouriço-cacheiro! O animal mais medroso deste reino. O seu coração e a sua alma temem tanto a dor que o seu corpo criou espinhos para afastar todos os outros animais que dele se tentem aproximar.
    Que é isto? Neve? Ah, Beira deixou escapar um bocejo involuntário. E olha agora, o ouriço treme de frio. Sem abrigo, certamente morrerá.
    Mas repara agora: mais ouriços se aproximam do primeiro para se aquecerem, juntos. Ao menos assim poderão sobreviver... Hãn? Pararam? Porquê? Claro, têm medo que os seus espinhos penetrem na pele uns dos outros.
    Brrr, com este vento gelado e a tempestade que se avizinha no horizonte não vão aguentar. E agora? Que podem fazer? Será possível estarem juntos sem sentirem dor? Conseguem eles fazer esse sacrífico em troca de calor?

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    1. Os ouriços acabam por encontrar uma distancia segura para se aquecerem. (Também vi essa história nos desenhos animados.)

      P.S. Deveria arranjar um nome qualquer para assinar para eu poder saber que o "anónimo", que és tu, a pessoa que se "esconde por trás do anonimato cobarde."

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  6. http://9gag.com/gag/4050529

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  7. A teoria é essa e os desenhos animados até devem ser bons. Mas e se um ouriço sentiu já tanta dor por se ter aproximado de outro, procurando por esse calor, que agora não consegue mais confiar no toque dos seus semelhantes?

    PSS: devo ser sincero e dizer que não aprecio o epíteto de "anónimo" pois remete-me para a imensidão de anónimos que hoje pululam na internet e por serem tantos se deveriam chamar "Legião". Passo agora a assinar os meus comentários com um simples "Galt".

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    1. Antes morrer que voltar a sofrer, e penso que responde à pergunta.

      ;) obg

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  8. Já imaginava essa resposta pois afinal já a havias dado ("as portas da dor são demasiado dolorosas para voltarem a serem passadas em busca de uma grande aventura que nos mostre o caminho para a felicidade."). Mas diz-me agora se uma pessoa que se fecha à possibilidade de mágoa e dor, não se fecha também aos bons sentimentos, à amizade, ao amor, às bençãos do mundo?

    PS: não sei que desenhos animados viste, mas, se tiveres interesse, gostava de recomendar uns. "Neon Genesis Evangelion" é nome pelo qual a série é mais conhecida. Podes optar por ver ou por ler. Desconheço se gostas de anime ou manga, mas acho que valia a pena dares uma olhada. Talvez te surjam algumas respostas, talvez se levantem mais dúvidas. Peço-te apenas que se quiseres dar-lhe uma oportunidade, não julgues a obra pela carcaça. Caso aceites o desafio, deixo-te depois alguns links úteis.

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    1. Haverá sempre alguém que te dá a mão e te puxa quando te sentas num canto escuro, essa pessoa puxar-te-á para viveres as aventuras mais loucas e voltarás a querer viver...
      Tal como a história da Hasti (livro "No segredo dos Deuses" (o meu próximo livro)), mesmo de pois de ela passar toda a sua vida a desejar morrer, quando enfrenta a morte no chão frio do templo de Tinia tudo o que deseja fazer é viver para poder amar o seu Jano... E sabes que mais? Dão-lhe essa oportunidade mas...

      P.S. Quando tiver tempo dou uma olhada :)

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  9. Então acreditas ser possível! Que um coração fechado nas profundidades do desespero, numa caixa mais negra que a de Pandora, pode ter uma brecha por onde sai um raio de Esperança. Acreditas que mesmo se passando para o outro lado das portas da casa do Caído seria possível regressar aqui, se estas não ficarem trancadas. Acreditas que um pode quebrar as barreiras da alma, da mente, do corpo, da dor, que outro ergueu (ou ergueram-lhe) à sua volta, resgatá-lo e trazê-lo de novo para o mundo das incertezas, dos "ses" e dos "mas".
    Yokata ne :)

    PSS: se quiseres ver uma boa cena de como é possível destroir todas as fortalezas criadas por nós ou pelos anjos, valerá a pena. Considera-o pesquisa ;)

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    1. Não preciso de pesquisar para saber que isso é verdade.
      No punhado de anos que já vivi, já viajei em diversas montanhas russas e casas assombradas, já passei por muita coisa e não foi só através dos meus olhos que vi tudo isso!
      Se o que é renascer das lágrimas em que nos afogamos e desistir de tentar, de voltar a acreditar... ah, mas eu sei tanta coisa sobre tudo isso!

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  10. Não me atreveria a dizer o contrário. Todos tivemos as nossas travessias pelo deserto, as nossas idas à feira popular. Quem não teve, ou está a mentir ou ainda está à espera de viver.
    Mas nem sempre é fácil transpôr da vida para o papel, exprimir as nossas emoções em palavras ou imagens. Alguns têm esse jeito natural e chamos-lhes "génios". Outros têm de trabalhar para isso e quem o faz sabe o que custa.
    É impossível saber-se tudo, viver-se tudo, sentir-se tudo, mas devemos sempre tentar saber mais, viver mais, sentir mais. Procurar sempre o sabor ideal para viver, sem medo de experimentar diferentes ingredientes.

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    1. É curioso! Parece que me tentas ensinar o que já aprendi!

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  11. Não tenho nada para ensinar-te. Sou eu quem está a aprender. Apenas partilho conclusões.

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    1. então devo começar a cobrar os comentários, já teria ganho muito dinheiro. (brincadeira)

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    2. Assaltava um banco, ia à procura de tesouros dos reis perdidos, extraia todos os diamantes do seio da mãe África se fosse necessário! (≧▽≦)

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    3. Então teria de pagar com meras palavras, se essa fosse moeda suficiente.

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  12. Deixaste-me agora como a coruja que torce a cabeça para tentar perceber o que se passa à sua volta...

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    1. Pois, mas não poderei explicar melhor... pensa que descobrirás!

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  13. Odeias os deuses, mas falas como eles, atormentado a cabeça dos mortais com palavras de mistério e ardil. Tiques de quem também está habituada a criar, será?
    Vou mas é seguir o conselho que deste ao estranho que não conheces e beber uma Coca-Cola. Talvez o tónico me ajude a resolver esse teu jogo de palavras, mesmo estando a ser receitado para uma maleita diferente.

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    1. áh, mas a coca-cola apenas lhe apaga o desgosto e não lhe mostra a verdade!

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    2. E apagar o desgosto, mesmo que pelo breve momento de beber uma Coca-Cola, não permitirá desanuviar a névoa da nossa mente e levantar um bocadinho o véu de uma verdade?

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    3. Então bebe logo coca-cola e diz-me quem és!

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  14. Uma das coisas que sempre me deu grande calma e paz foi sentar-me por uns momentos na mesa que fica ao canto do bar. A mesa tem um candeeiro que sempre esteve avariado desde que me lembro. E há também duas cadeiras, mas uma está sempre vazia (pergunto-me às vezes se a outra também não estará...). E fico a pensar e imaginar. Ou não pensar de todo. Bebe-se uma Coca-Cola ou um ocasional copo de Drambuie e submerge-se.

    Deixa-me ficar neste canto por mais uns tempos. Um dia, pode ser que arranjem o candeeiro e ai possas ver se lá estou sentado. Nesse dia teria muito gosto para convidar-te para partilhar uma Coca-Cola.

    "I had three chairs in my house: one for solitude, two for friendship, three for society" - Thoreau

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    1. Nem sempre a solidão é tal como desejamos.

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