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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Portas do Inferno

As chamas do inferno ardem bem por baixo dos meus pés… nunca mais deixarei que as minhas palavras invoquem o frio que a temperatura faz sentir neles.
Tenho uma grande lista de pessoas há minha frente, até ao próximo banco ainda faltaram algumas dezenas.
Pretendo deixar neste local horrendo todos os meus medos… pretendo não voltar a pensar em arriscar a morte porque não quero mais viver. Pretendo deixar aqui o passado para poder regressar ao presente sem os buracos que me foram provocados até então.
Não perguntes por que razão o faço, porque faço-o por ti… Os meus medos fazem com que nenhuma flor possa desabrochar no nosso jardim.
Desculpa-me!
Desculpa-me porque não sei o que faço realmente aqui…
Desculpa-me porque tudo o que faço é porque não te consigo mais ver afastar. Tu vais para o céu e eu hei-de recair nas águas do inferno, onde me esquecerei do amor que sinto por ti…
E se for para ficar sem ti, que este Deus do Inferno me mate já aqui! Apague a minha alma, que não quero viver com a tua sombra a manchar-me de mágoa a saudade de te amar.
Se for para viver, que também não seja sem ti… se não podermos alcançar a imortalidade num sítio paradisíaco juntos, então que fiquemos por aqui mesmo. Que melhor sítio para viver do que nos teus abraços?
Se for para morrer… bem que tenha feito tudo para viver bem junto a ti!

Desculpa as semanas que ainda vão levar até que eu perca o medo, medo esse de voltar a sonhar…
Olha, já há menos uma pessoa na nesta fila infernal… só não percebo porque todas as pessoas que passam pelas portas de fogo não voltam…

P.s. As portas da dor são demasiado dolorosas para voltarem a serem passadas em busca de uma grande aventura que nos mostre o caminho para a felicidade.

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