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sábado, 26 de maio de 2012

Que Seja de Ti

Quem vive um dia, morre uma noite, porque de dia as coisas são mais duras do que de noite.
Eu nasci a uma madrugada, entre a lua poente e o sol nascente... quando será que irei morrer?
Mas tu sabes! Sabes aquilo que não consigo sentir, os pensamentos que não consigo ouvir, tu sabes tudo aquilo que me enche de feridas por não saber.
Sofro só de pensar que mentes...
Imagino-me eternamente feliz ao teu lado e imagino-me infinitamente infeliz sem ti... o meu coração amar-te-à para todo o sempre mas sabe que um dia vais partir.
A respiração folgante e o sorriso interminável de te ver frustrado quando eu sou mázinha para ti, um dia vão conhecer o fim.
Porque eu não tenho medo de um dia ficar cansada de estar sempre perto de ti ou de não termos mais assuntos sobre os quais conversar, Eu tenho medo de um dia ter saudades do estarmos juntos e de conversarmos.
Não tenho medo que um de nós morra por uma estupidez, mas tenho medo que um de nós parta por estupidez.
Se um dia ficar sem ti, desejarei morrer.
Porque não estava previsto apaixonar-me por ti, mas está mais que revisto que se um dia for para ser nada que hoje seja de ti.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Ele e Ela


Toda gente começa a história por escrever o seu nome, mas eu não o farei. Digo-vos que sou parecido com o meu pai, no entanto, tenho os olhos da minha mãe.
A minha casa é enorme, mas o mais fascinante é que a maior divisão da casa tem janelas que vão desde o chão ao tecto e no entanto parece estar sempre vazia de móveis mas cheia de magia.
Cresci a ver o meu pai a tocar piano e a minha mãe a escrever, nessa mesma sala. Lá apenas há uma pequena secretária com milhares de folhas e canetas vazias, e um enorme piano de cauda.
A música que o meu pai tocava era como se fosse um portal para a minha mãe saltar para o seu mundo paralelo, mágico. Sei disto porque a minha mãe nunca me comprou um único livro para crianças, ela simplesmente inventava, todos os dias, uma história nova para mim.
Quando era pequenino lembro-me de abrir a porta daquela enorme sala, e lá estavam eles os dois, a minha mãe piscava-me o olho e eu corria para o colo dela. Ela depois disso continuava a escrever como se eu não estivesse lá, o meu pai, nunca parava de tocar até que a minha mãe lhe colocava uma mão no ombro e dava-lhe um beijo.
Ele era a inspiração dela e ela a razão para ele não querer morrer.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Não chores

 Não chores, pessoa que eu não conheço, se não terei que chorar contigo, as tuas lágrimas fazem lembrar as minhas há uns tempos a trás.
 Não chores, porque ao semeares as tuas tristezas nesta calçada não vai fazer com que nasçam felicidades dela.
 Não chores, porque nada nem ninguém merece, realmente, o teu sofrimento.
 Não chores, porque as coisas más todos os dias acontecem e todos os dias fazes as boas acontecerem.
 Não chores, por mais de cem palavras fazem-te chorar e no entanto tens mil e uma razões para sorrir.
 Não chores e bebe a tua coca-cola, porque ao contrário de muita gente a ainda tens algo para beber.


P.S. Porque tudo te quer fazer chorar, sorri para chateares tudo.