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sexta-feira, 22 de junho de 2012

A Morte

Nascemos para sermos confrontados com a morte, isso é um facto que tem que ser aceitado.
Nascemos para sermos confrontados com a nossa morte, com a de um amigo, com a de um familiar, ou até mesmo com a do nosso animal de estimação.
Mas como é suposto "deixar" alguém morrer?
Ver alguém cambalear pelas ruas do nosso bairro à espera da morte, que a morte venha "ceifar" a sua alma e deixar o seu corpo para trás... E tudo o que podemos fazer é colocar essa pessoa sobre o nosso ombro e leva-la até casa, porque não deve morrer na rua cujo nome ninguém desconfia de qual seja.
Como é suposto ver alguém que amamos, como quem ama um irmão, morrer, ali, mesmo debaixo do nosso nariz?
Não nascemos para ver morrer, supostamente. Mas é isso que acontece, não é meu irmão?
Eu não te quero deixar ir, não é suposto que vás, mas é o que acontece não é?
Já que o teu destino é partir para um sítio sem mim, Hoje adormece ao meu colo, nos meus braços, sempre é melhor que morrer sozinho.
Morre com quem amas e te ama, porque pode não haver nada para lá da morte. Como neste mundo só tenho amor para te oferecer no teu leito final, morre nos braços de quem vai chorar a tua partida, vai sentir a tua falta.

Porque não é suposto morreres em vão, por uma guerra que não é a tua ou por ninguém… morre nos braços de quem um dia te amo!

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