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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

a vida regressa

E nas aldeias tudo renasce de novo.
Depois da Primavera ter chegado, de o fervor  do Verão ter abalado e até mesmo as árvores migratórias deixarem o campo, a aldeia volta a encher-se de frenesim com a chegada das vindimas.
Tractores para cima, ora para baixo. Ora cheios de uva, ora pessoas para trabalhar, de pés pintados de cor de vinho por terem pisado as uvas.
Pessoas que não falam a nossa língua, vêm para cá de "All-star", "Vans" e outras marcas que nem sei escrever. Sentem-se felizes por aprender, o que nós aqui da aldeia, já nascemos a saber fazer.
E eu cá nasci, por cá continuarei a viver, o sobre o muro da minha podre casa continuarei a ver os estrangeiros a chegar, a partir, a gostar de fazer algo que eu não posso fazer para além de conhecer a euforia em que entra a minha querida aldeia longe da globalização.
Mas nem sempre assim foi.

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