Corro entre as árvores.
O meu vestido prende-se em todos os ramos de todas as árvores, mas não me
preocupo se o rasgar, porque sou livre!
Em tempos fui princesa,
agora ambiciono ser fada, o que haverá de melhor do que ter as minhas próprias
asas? Já as sinto nascer no meu dorso! Imagino que farão um pouco de cócegas ao
início, e provavelmente não irei conseguir voar como as outras fadas nos primeiros
dias. Mas terei as minhas asas! Poderei voar por todo o mundo! Imaginem só: o
bater vibrante das asas, as velocidades que poderei atingir, os sítios que
poderei visitar!
Infelizmente, não posso
fazer isso agora mesmo, mas brevemente o farei. Por agora tenho que correr,
tenho que chegar à cerimónia que me dará vida aos sonhos.
As fadas voam por cima
da minha cabeça. Brilhantes pontos que se deslocam comigo, não querem que me
perca. E finalmente cheguei, a uma clareira no meio de um bosque sombrio, consigo
ouvir diversos sons que me assustariam se eu não estivesse a segundos de receber
as minhas asas!
- Olá princesinha! –
saudou uma fada vestida de azul, com umas asas fofinhas!
- Espero que estejas
preparada para receber as tuas asas. - afirmou a “fada rainha”.
Com isto, senti algo a
espetar-se nas minhas costas… seriam as minhas asas? O sangue escorreu das
minhas costas até ao chão e quando o tocou ondas brilhantemente azuladas foram
de mim até às fadas, elas ficaram com um aspeto mais jovem e eu caí sem
conseguir respirar. A rainha aproximou-se de mim e afirmou:
- O
sangue real sempre caí aos nossos pés!
- As
minhas asas… - perguntei chocada.
-
Estão aqui! – A rainha colocou um punhal no meu coração…
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