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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Primavera

Naquela primavera subtilmente minha, a felicidade alegrava até a rocha mais gelada, as ideias rompiam na minha mente como nascentes de água cristalina. Tudo era quase prefeito, ora não fosse a minha imaginação efeito da dor que trazia no peito… Todo o espetáculo de cores, letras e afins até então tinha sido sempre bonitos por me distraírem da razão.
Era tudo uma distração para o meu solitário coração, o coração enganado e magoado.
Com o tempo a mágoa da paixão, não passou de uma mera recordação. O meu peito parecia não querer mais viver. Eu sentia-me destroçada e cansada de procurar um apoio para descansar. Mas a primavera volta sempre para o ano, não é?

E no ano seguinte eu encontrei a minha primavera terna, a felicidade verdadeira. No entanto, nesse mesmo momento, afastei-me das minhas amadas palavras… Peço-vos desculpas minhas queridas, mas não pensais assim. Eu afastei-me de vós não pela felicidade de amar, mas sim pelo desejo de querer morrer. Eu vi-vos fugir por debaixo faz minhas mãos porque eu não queria viver e agora não vos consigo ter de volta.

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