Naquela
primavera subtilmente minha, a felicidade alegrava até a rocha mais gelada, as
ideias rompiam na minha mente como nascentes de água cristalina. Tudo era quase
prefeito, ora não fosse a minha imaginação efeito da dor que trazia no peito…
Todo o espetáculo de cores, letras e afins até então tinha sido sempre bonitos
por me distraírem da razão.
Era tudo uma
distração para o meu solitário coração, o coração enganado e magoado.
Com o tempo
a mágoa da paixão, não passou de uma mera recordação. O meu peito parecia não
querer mais viver. Eu sentia-me destroçada e cansada de procurar um apoio para
descansar. Mas a primavera volta sempre para o ano, não é?
E no ano
seguinte eu encontrei a minha primavera terna, a felicidade verdadeira. No
entanto, nesse mesmo momento, afastei-me das minhas amadas palavras… Peço-vos
desculpas minhas queridas, mas não pensais assim. Eu afastei-me de vós não
pela felicidade de amar, mas sim pelo desejo de querer morrer. Eu vi-vos fugir
por debaixo faz minhas mãos porque eu não queria viver e agora não vos consigo
ter de volta.

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