Como se
nada se passasse vejo, só por ver, a chuva miudinha a cair no meu capote. A
estúpida chuva tenta passar entre as linhas, as peles, a compaixão... Mas nada
entra!
Devo
avisar, nem mesmo as flechas mais aguçadas vão perfurar a carne que me eleva.
Nem as
espadas mais afiadas vão conseguir cortar os ossos que eu tanto protejo!
Elevei
estas pedras de lava escaldante e nada as vai derramar, nem arrefecer. Porque agora
até o passado fica ali, além… Onde não vive mais ninguém!
Só é pena
ter elevado estas pedras tão tarde, porque algo conseguiu entrar cá para dentro
enquanto as erguia. As ratazanas, que trazem no sangue a água benta, estão cá
dentro, mas eu tento mata-las a todo o custo! Elas vão morrer todas! Nada me
vai impedir de viver neste paraíso para o qual lutei, nem mesmo as malvadas
criaturas que cá vivem comigo.
E quando
essas malditas ratas desaparecerem eu posso finalmente ser feliz, naquele meu
mundo que eu já não visito há muito tempo… Jano, Raquel, Alice, Samanta,
Catarina, Eduardo, Isaac, Amadeu, Sofi, Mariana, Gosthaf, Olavo, Hasti (a deusa
demoníaca)… E TANTOS OUTROS! Eu sinto a vossa falta… Mas brevemente eu volto!
Eu volto para os braços da magia que a mente tanto teima em transformar em realidade!
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