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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Como se nada se passasse vejo, só por ver, a chuva miudinha a cair no meu capote. A estúpida chuva tenta passar entre as linhas, as peles, a compaixão... Mas nada entra!
Devo avisar, nem mesmo as flechas mais aguçadas vão perfurar a carne que me eleva.
Nem as espadas mais afiadas vão conseguir cortar os ossos que eu tanto protejo!
Elevei estas pedras de lava escaldante e nada as vai derramar, nem arrefecer. Porque agora até o passado fica ali, além… Onde não vive mais ninguém!
Só é pena ter elevado estas pedras tão tarde, porque algo conseguiu entrar cá para dentro enquanto as erguia. As ratazanas, que trazem no sangue a água benta, estão cá dentro, mas eu tento mata-las a todo o custo! Elas vão morrer todas! Nada me vai impedir de viver neste paraíso para o qual lutei, nem mesmo as malvadas criaturas que cá vivem comigo.

E quando essas malditas ratas desaparecerem eu posso finalmente ser feliz, naquele meu mundo que eu já não visito há muito tempo… Jano, Raquel, Alice, Samanta, Catarina, Eduardo, Isaac, Amadeu, Sofi, Mariana, Gosthaf, Olavo, Hasti (a deusa demoníaca)… E TANTOS OUTROS! Eu sinto a vossa falta… Mas brevemente eu volto! Eu volto para os braços da magia que a mente tanto teima em transformar em realidade!

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