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sábado, 26 de abril de 2014

A Terceira Pele - Portal Entre Corações

Consciência que nada nos trás nada. Abrigo que não existe. Essência de um ser! É assim a terceira pele que reveste a alma! Mas nem todos, alma têm! Por isso, para muitos só existe uma pele espessa como a de um dragão, revestida de escamas que escondem na sua sujidade um amor impuro. Um amor que não existe! Um amor que não sabem saborear! Um toque que não é nada!
Não existem faíscas entre as almas que se tocam!
Mas nem toda a gente assim é! Eu, por exemplo, partilho estas faíscas com quem sei amar… Porque toda a vida não quis mais nada do que um amor de verdade! Que mais nos pode trazer felicidade sem ser o amor? Que mais nos pode dar a pele que protege a alma do que a sensação tão estranha de tocar a mão do amado? Que mais nos pode dar a pele que nos protege do que conforto da felicidade se se estar completo ao ser só metade? Porque cada um de nós não é nada mais do que meia alma que anda por aí à procura da sua outra metade! Esta terceira pele que deveria ser revestida de sentimento é nada mais do que um impedimento ao encontro das metades de alma. Mas se do nosso mais profundo ser, desejarmos a felicidade do amor de outro, então a pele que impede o contacto das almas torna-se no portal para que as almas se unam para sempre.

O que há de melhor no destino do que estar destinado a ser uma alma inteira ao unir duas metades que se amam?

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Uma Falsa Segunda Pele

As roupas com o passar do tempo ficaram tão justas que hoje em dia mais parecem uma segunda pele, uma segunda pele como quem diz uma primeira, tudo depende se vemos as peles de dentro para fora ou de fora para dentro.
Só é pena que, ao contrário das roupas, a compaixão e sensibilidade tenha alargado e afastando-se do corpo e agora mais parece um balão de ar quente que apenas serve para elevar o cesto…
São as modas, o usa-se e deita-se fora… É a mania que somos superiores a todos os outros. E no final de contas não passamos de vermes rastejantes que importunam quem de seu direito pode nos pisar, essas pessoas que de verdade nos podem pisar são aquelas que a cultura é superior ao balão de ar quente que incha com a nossa hipocrisia.


terça-feira, 22 de abril de 2014

O Meu Amor em Cartas

5 de Maio de 1979

Meu amor,

Hoje falarei de algo que não deves conhecer desde há muito tempo. No dicionário está referido que significa: sossego; ausência de guerra. Mas eu penso que neste momento não consegues imaginar o que isso significa. Rodeado por todas essas pessoas que te querem morto, todos tirariam prazer com a tua morte, menos nós (eu e o Sebastião). Meu amado, para mim paz significa ausência de dor, de inveja, de ganancia; significa que nós, humanos, deixamos de ser egoístas para o resto na nossa vida e pensamos em nós (comunidade) como um todo, tal como dois pequenotes apaixonados, só querem o bem um para o outro e serem felizes. Concluindo, para mim paz, é uma mentira já mais alcançada.
Eu só gostava que paz significasse para todos o que significa para mim. Quem precisa dos territórios em África quando têm o seu cantinho em Portugal? Porquê tanto sangue derramado? A nossa história é mesmo isso, banhos de sangue e cabeças decapitadas, ultimatos e zangas familiares...
Para essa história de sangue é arrastado o povo, coitado, que paga os seus impostos e tira o seu sustento da terra, é arrastado para a morte guerra após guerra.
Decidi escrever esta carta de uma forma diferente de todas outras, para inovar a nossa relação estava a tornar-se monótona. Estou a brincar meu querido!
Eu espero que ainda estejas bem, nas últimas cartas que me escreveste descrevias-te como um herói  estou contente por isso, mas só espero que todo esse heroísmo não leve a tua vida, tem cuidado meu amor.

Ainda te lembras que te amo?

Amália


Está é a carta que participa no livro "Cartas" da editora Lua de Marfim. Esta carta pertence a um conto (para adultos) que eu escrevi para um concurso (que não ganhei.) Este mini conto é constituído por varias cartas de uma mulher (Amália) que as envia ao seu marido que foi obrigado a participar na guerra colonial... O senhor acaba por morrer, mas Amália nunca acredita que o seu amor possa estar morto e por isso continua a enviar-lhe cartas, ela não consegue sequer pensar na hipótese de morrer e não voltar a beijar os lábios do seu amado.

quinta-feira, 17 de abril de 2014







- Fizeste uma tatuagem?
- Yap!
- E doeu?
- Tudo o que fica para sempre doí um bocadinho...

quarta-feira, 16 de abril de 2014

quinta-feira, 10 de abril de 2014

meu amor


 
Meu amor, eu preciso de ti!
Preciso de um abraço, de um carinho…
Um sítio bem fofinho,
Para estar contigo, meu amor.
                            
Meu amor, eu preciso de ti!
Passamos tanto tempo separados,
Porquê? Eu preciso dos nossos abraços,
Bem apertados, meu amor.
 
Meu amor, eu preciso de ti,
De estar contigo, de te amar.
Porque não sei mais sonhar,
Sem o nosso amor.