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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Opinião: O Amante Japonês - Rani Manicka


Resumo: Parvathi é uma sonhadora. Mais do que tudo, deseja amar - e ser amada - sem restrições. Mas o pai tem para ela planos que incluem um casamento arranjado com um desconhecido. Ele é um viúvo rico da Malásia, para onde a jovem será obrigada a partir. Recém-chegada a uma terra desconhecida, vê-se a braços com a fúria do marido. É que o pai de Parvathi enganou-o, enviando-lhe a fotografia de uma rapariga diferente… e mais bonita. Mas, lentamente, marido e mulher chegam a um entendimento. Ela é uma esposa dedicada mas vive um casamento sem paixão. No seu íntimo, continua a sonhar. O mundo à sua volta está em convulsão, e a sua própria vida rapidamente mudará também: o marido morre e a Malásia é invadida pelo Japão. Para salvar a dignidade da enteada, Parvathi aceita entregar-se todas as noites ao general japonês que lhe ocupa a casa. Será desta forma inesperada que conhece pela primeira vez a paixão. Gradualmente, o seu inimigo de morte transforma-se no amante por quem sempre ansiou… Povoada de mitos e magia, esta exótica saga familiar é um retrato inesquecível da história recente da Malásia e um hino ao poder do amor incondicional.

Opinião: Se vos disser que este livro me deixou completamente apaixonada pela cultura oriental, levando-me a querer casar de sari é o bastante para vos convencer a ler o livro?
A história é triste! Muito triste! Mas a forma como a cultura japonesa e malaica é desvendada, é simplesmente incrível! Os seus deuses, os seus hábitos e costumes! Será que sou eu que me apaixono facilmente pelas outras culturas, ou serão todas elas incríveis?
Para mim a história é estranha, mas acredito que possa verdadeiramente ter acontecido! Como pode alguém arranjar casamento para a sua filha, sem nunca conhecer o homem que a irá esposar? Como pode alguém querer casar-se com outra pessoa, vendo apenas a sua fotografia? Como pode alguém apaixonar-se em tempos de guerra e como pode essa paixão sobreviver ao fim de uma invasão?
Tantas perguntas que me ficaram… E tanta vontade de conhecer o outro lado do mundo! Conhecer as culturas onde não existe apenas um deus, que as suas vestes são tão diferentes das nossas e ao mesmo tempo tão belas! Eu não conheço as culturas que foram relatadas no livro, mas fiquei curiosa por saber mais, por visita-las, por desvenda-las! Terão os nossos antepassados, que partiram de Portugal, a mesma vontade de desvendar o mundo, que eu tenho agora? Será que este desejo estará entranhado na nossa própria cultura?


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