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domingo, 17 de junho de 2012

o porquê de amar



Havia alguém que eu amava, amava desesperadamente e amava para a eternidade.
Por vezes parecia que amava só por amar, só para dizer que o fazia… mas na verdade amava simplesmente por haver um ser prefeito para mim.
Será essa a razão de amarmos? Encontrarmos alguém que nos faz bem e por isso gostamos dessa pessoa?
Eu penso que não. Amamos quem nos faz mal e por isso amar não é estar sempre feliz, mas sim quase sempre triste.
É por isso que as músicas românticas são tristes, é por isso que procuramos a felicidade, é por isso… é por isso que tudo aquilo que achamos romântico um dia faz-nos chorar.
Esta é a história da triste agonia da vivência da alegre melancolia.

domingo, 3 de junho de 2012

All I Want


You take my breath away whit your touch, or when you smile to me.
You are sweet and charming, like a prince… If the heaven is better than being whit you, so the heaven don’t exist.
You are all I want, someone I can't resist, I know all right I need to know by the way that I got kissed.
I will stand by you and I will dry your eyes, I will fight your fight, I will hold you tight and I won’t let go.
I wish I could hug you, I wish I could be... and I wish you could kiss me, I'll never forget it.
I only wish I could be with you, I wish it so badly.
I wish all these feelings never change, I wish our love could remain the same for all eternity.
I just wish you could wish the same.

sábado, 2 de junho de 2012

Palhaços


As palavras que se escondem entre dois corpos distantes são meras palavras sentidas por uma das partes, sem que a outra deseje que elas realmente se tornem realidade.
Não é culpa da mentira, mas sim do disfarce, pois todo o mundo é um palco e todos os que me rodeiam são palhaços.
Actores de circo que não entendem o sentido das coisas, pessoas presas a uma mentira tremenda, pessoas essas envolvidas numa pelicula de brilho para encobrir a obscuridade daquilo que vai na mente de cada um.
Meio mundo de pessoas ignorantes e atrasadas, que deixam a outra parte do mundo com o coração em lágrimas. Pessoas que se perdem entre o desejo de amar e a capacidade que este mundo tem de destruir os seus sonhos.
Mas depois de uma peça fracassada, há sempre outro palco onde esses palhaços podem pisar, não é? Se assim não fosse, não acontecia mais do que uma vez a mesma coisa com a mesma pessoa, apesar de envolver pessoas diferentes.
Odeio palhaços! Nunca têm piada e mesmo que tivessem… Odiá-los-ia na mesma! Não são pessoas, não são animais, não são de verdade, não são reais! São pedaços de tinta vermelha e pedaços de tecido aos quadradinhos a tentar fazer-nos sorrir para depois fazer-nos chorar! Nem que seja apenas com a sua partida… um palhaço de circo ambulante nunca ganha raízes em lado nenhum, por isso não penses que o podes prender apenas com o teu desejo de o amar.

sábado, 26 de maio de 2012

Que Seja de Ti

Quem vive um dia, morre uma noite, porque de dia as coisas são mais duras do que de noite.
Eu nasci a uma madrugada, entre a lua poente e o sol nascente... quando será que irei morrer?
Mas tu sabes! Sabes aquilo que não consigo sentir, os pensamentos que não consigo ouvir, tu sabes tudo aquilo que me enche de feridas por não saber.
Sofro só de pensar que mentes...
Imagino-me eternamente feliz ao teu lado e imagino-me infinitamente infeliz sem ti... o meu coração amar-te-à para todo o sempre mas sabe que um dia vais partir.
A respiração folgante e o sorriso interminável de te ver frustrado quando eu sou mázinha para ti, um dia vão conhecer o fim.
Porque eu não tenho medo de um dia ficar cansada de estar sempre perto de ti ou de não termos mais assuntos sobre os quais conversar, Eu tenho medo de um dia ter saudades do estarmos juntos e de conversarmos.
Não tenho medo que um de nós morra por uma estupidez, mas tenho medo que um de nós parta por estupidez.
Se um dia ficar sem ti, desejarei morrer.
Porque não estava previsto apaixonar-me por ti, mas está mais que revisto que se um dia for para ser nada que hoje seja de ti.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Ele e Ela


Toda gente começa a história por escrever o seu nome, mas eu não o farei. Digo-vos que sou parecido com o meu pai, no entanto, tenho os olhos da minha mãe.
A minha casa é enorme, mas o mais fascinante é que a maior divisão da casa tem janelas que vão desde o chão ao tecto e no entanto parece estar sempre vazia de móveis mas cheia de magia.
Cresci a ver o meu pai a tocar piano e a minha mãe a escrever, nessa mesma sala. Lá apenas há uma pequena secretária com milhares de folhas e canetas vazias, e um enorme piano de cauda.
A música que o meu pai tocava era como se fosse um portal para a minha mãe saltar para o seu mundo paralelo, mágico. Sei disto porque a minha mãe nunca me comprou um único livro para crianças, ela simplesmente inventava, todos os dias, uma história nova para mim.
Quando era pequenino lembro-me de abrir a porta daquela enorme sala, e lá estavam eles os dois, a minha mãe piscava-me o olho e eu corria para o colo dela. Ela depois disso continuava a escrever como se eu não estivesse lá, o meu pai, nunca parava de tocar até que a minha mãe lhe colocava uma mão no ombro e dava-lhe um beijo.
Ele era a inspiração dela e ela a razão para ele não querer morrer.