Este será o último dos primeiros, pois não escreverei mais nenhum e é o primeiro que escrevo.
Um rosto foi desvendado, um rosto conhecido, mas que de nada me diz. É apenas um rosto conhecido.
Mais um entre a multidão que me assola e do qual nem o brilho dos olhos quero desvendar.
O meu sorriso é para brilhar na visão da amizade e de quem um dia eu souber amar... Os restantes são meros figurantes no acto único da minha vida.
E se cada chão que piso for um teatro, representarei com a emoção que as palavras me poderão proporcionar se for mero buraco irei me levantar com a leveza de uma pena flutuante.
Meus caros figurantes, desejo-vos as melhores sortes para as próximas peças e que sejam personagens principais de alguns romances.
Mas para a minha vida, vós tendes a porta trancada e não possuis a chave para a poder destrancar.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
a vida regressa
E nas aldeias tudo renasce de novo.
Depois da Primavera ter chegado, de o fervor do Verão ter abalado e até mesmo as árvores migratórias deixarem o campo, a aldeia volta a encher-se de frenesim com a chegada das vindimas.
Tractores para cima, ora para baixo. Ora cheios de uva, ora pessoas para trabalhar, de pés pintados de cor de vinho por terem pisado as uvas.
Pessoas que não falam a nossa língua, vêm para cá de "All-star", "Vans" e outras marcas que nem sei escrever. Sentem-se felizes por aprender, o que nós aqui da aldeia, já nascemos a saber fazer.
E eu cá nasci, por cá continuarei a viver, o sobre o muro da minha podre casa continuarei a ver os estrangeiros a chegar, a partir, a gostar de fazer algo que eu não posso fazer para além de conhecer a euforia em que entra a minha querida aldeia longe da globalização.
Mas nem sempre assim foi.
Depois da Primavera ter chegado, de o fervor do Verão ter abalado e até mesmo as árvores migratórias deixarem o campo, a aldeia volta a encher-se de frenesim com a chegada das vindimas.
Tractores para cima, ora para baixo. Ora cheios de uva, ora pessoas para trabalhar, de pés pintados de cor de vinho por terem pisado as uvas.
Pessoas que não falam a nossa língua, vêm para cá de "All-star", "Vans" e outras marcas que nem sei escrever. Sentem-se felizes por aprender, o que nós aqui da aldeia, já nascemos a saber fazer.
E eu cá nasci, por cá continuarei a viver, o sobre o muro da minha podre casa continuarei a ver os estrangeiros a chegar, a partir, a gostar de fazer algo que eu não posso fazer para além de conhecer a euforia em que entra a minha querida aldeia longe da globalização.
Mas nem sempre assim foi.
sábado, 22 de setembro de 2012
rumo do destino
Porque meu grande sonho é escrever e viver em cada esquina de cada
mundo que com minhas palavras descrever.
Porque eu vou estar sempre ao teu lado, mesmo quando já não poder estar
mais… Posso deixar de estar apaixonada por ti, mas sempre te vou amar. Se um
dia o amor do presente não for suficiente, o do passado vai-me segurar perto de
ti…
Eu serei famosa (nem que seja por meras cinco pessoas) pelas minhas
palavras e serei lembrada, quando não pisar mais este solo, por uma estátua e
pelas crianças de iram preferir a minha escrita às que são obrigadas a ler na
escola, mas tu serás eternamente relembrado por sentares-te ao meu lado e em
frente ao piano nas maiores salas da Europa.
Os homens faram fila para te ouvir tocar… nem que seja apenas meras
cinco pessoas a disputar pelas cadeiras da nossa sala de estar. Qual é a
diferença se formos felizes com aquilo que temos?
O meu objectivo é o nobel… mas se não o conseguir, fico com a
felicidade de quem se delicia a ler aquilo que eu escrevo. Se não for conhecida
por todos, fico feliz por ser conhecida por alguns como alguém eternamente
apaixonada pelas palavras que, por vezes mal, gosto de escrever.
Se um dia a miséria da pobreza cair sobre os meus ombros e não poder
mais escrever da forma como gosto, nem que seja nas paredes das casas
escreverei a história que me surgir e contarei às crianças as que decidir inventar
naquele mesmo momento.
Se um luxo aparecer, não terá sido porque fiz como todos os outros,
será por mérito próprio e não por roubar de forma legal. Se encontrar o luxo
foi porque todo o mundo encontrou as minhas palavras traduzidas na sua língua e
adorará dizer aos amigos para a ler.
sábado, 15 de setembro de 2012
Histórias
Quem me dera trocar os dias pelas noites.
Pois passo-as a pensar
Das histórias maravilhosas que tenho para contar.
Nas histórias dos assoites
Que a vida nos dá!
Seria tudo tão diferente em minha mente...
Mas o que se esconde no pensamento será?
A história de uma gente completamente diferente,
A cada página que está para vir.
Um história para chorar. Uma história para sorrir.
Pois passo-as a pensar
Das histórias maravilhosas que tenho para contar.
Nas histórias dos assoites
Que a vida nos dá!
Seria tudo tão diferente em minha mente...
Mas o que se esconde no pensamento será?
A história de uma gente completamente diferente,
A cada página que está para vir.
Um história para chorar. Uma história para sorrir.
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