E nas aldeias tudo renasce de novo.
Depois da Primavera ter chegado, de o fervor do Verão ter abalado e até mesmo as árvores migratórias deixarem o campo, a aldeia volta a encher-se de frenesim com a chegada das vindimas.
Tractores para cima, ora para baixo. Ora cheios de uva, ora pessoas para trabalhar, de pés pintados de cor de vinho por terem pisado as uvas.
Pessoas que não falam a nossa língua, vêm para cá de "All-star", "Vans" e outras marcas que nem sei escrever. Sentem-se felizes por aprender, o que nós aqui da aldeia, já nascemos a saber fazer.
E eu cá nasci, por cá continuarei a viver, o sobre o muro da minha podre casa continuarei a ver os estrangeiros a chegar, a partir, a gostar de fazer algo que eu não posso fazer para além de conhecer a euforia em que entra a minha querida aldeia longe da globalização.
Mas nem sempre assim foi.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
rumo do destino
Porque meu grande sonho é escrever e viver em cada esquina de cada
mundo que com minhas palavras descrever.
Porque eu vou estar sempre ao teu lado, mesmo quando já não poder estar
mais… Posso deixar de estar apaixonada por ti, mas sempre te vou amar. Se um
dia o amor do presente não for suficiente, o do passado vai-me segurar perto de
ti…
Eu serei famosa (nem que seja por meras cinco pessoas) pelas minhas
palavras e serei lembrada, quando não pisar mais este solo, por uma estátua e
pelas crianças de iram preferir a minha escrita às que são obrigadas a ler na
escola, mas tu serás eternamente relembrado por sentares-te ao meu lado e em
frente ao piano nas maiores salas da Europa.
Os homens faram fila para te ouvir tocar… nem que seja apenas meras
cinco pessoas a disputar pelas cadeiras da nossa sala de estar. Qual é a
diferença se formos felizes com aquilo que temos?
O meu objectivo é o nobel… mas se não o conseguir, fico com a
felicidade de quem se delicia a ler aquilo que eu escrevo. Se não for conhecida
por todos, fico feliz por ser conhecida por alguns como alguém eternamente
apaixonada pelas palavras que, por vezes mal, gosto de escrever.
Se um dia a miséria da pobreza cair sobre os meus ombros e não poder
mais escrever da forma como gosto, nem que seja nas paredes das casas
escreverei a história que me surgir e contarei às crianças as que decidir inventar
naquele mesmo momento.
Se um luxo aparecer, não terá sido porque fiz como todos os outros,
será por mérito próprio e não por roubar de forma legal. Se encontrar o luxo
foi porque todo o mundo encontrou as minhas palavras traduzidas na sua língua e
adorará dizer aos amigos para a ler.
sábado, 15 de setembro de 2012
Histórias
Quem me dera trocar os dias pelas noites.
Pois passo-as a pensar
Das histórias maravilhosas que tenho para contar.
Nas histórias dos assoites
Que a vida nos dá!
Seria tudo tão diferente em minha mente...
Mas o que se esconde no pensamento será?
A história de uma gente completamente diferente,
A cada página que está para vir.
Um história para chorar. Uma história para sorrir.
Pois passo-as a pensar
Das histórias maravilhosas que tenho para contar.
Nas histórias dos assoites
Que a vida nos dá!
Seria tudo tão diferente em minha mente...
Mas o que se esconde no pensamento será?
A história de uma gente completamente diferente,
A cada página que está para vir.
Um história para chorar. Uma história para sorrir.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
inspirada numa"branca" de escritor
Eu perdi o direito de te tocar, nem que fosse
com uma única só mão. Não me deixas voltar a entrar o teu mundo mas ambos
sabemos que fui eu que o criei e sabes que sem mim não terás futuro… se somos
parte um do outro, porque não me deixas desenhar os contornos do teu rosto com
as letras do meu dicionário?
De que sou eu feita para ser merecedora da
desfeita de não me deixares entrar no mundo em que tu vives e eu inventei?
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