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sábado, 1 de junho de 2013

Vermelho Sangue!

Vivo sempre no mesmo lugar com os olhos voltados para o céu. Vivo aqui à séculos!
Vi carroças, vi animais, vi reis e rainhas... Mas eu sou só uma pedra de calçada.
Todos os dias, o treta-neto de quem me implantou aqui pisa-me sem saber que faço parte do seu passado. Ele desconhece o busto do senhor que me deu forma e me encaixou na perfeição junto das minhas irmãs. Connosco ele fez arte com todo o carinho e emoção... Tenho pena que o tenha visto morrer. Pois caiu moribundo na quinta pedra a baixo de mim, não sei o que ele tinha, só sei que toda a calçada ficou vermelha pelo sangue jorrado. O seu corpo permaneceu naquele local quase até apodrecer. E nós pedras ficamos manchadas de sangue até ao inferno seguinte, até a chuva roubar de nós o que tínhamos de mais precioso, o sangue do nosso criador, o sangue daquele artista!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

sexta-feira, 19 de abril de 2013

conversa com as estrelas

Estrelas que me vêm lá do alto perdoem-me por eu cá de baixo não olhar para vós que me são superiores e que vivem ao lado dos deuses, lá nos céus.
Mas a verdade é que a ciência tirou o encanto de ver o vosso brilhar cintilante pois para tudo há uma justificação lógica...
"O destino é feito por nós." "É o homem que joga a sorte." "As estrelas são grandes bolas de fogo suspensas no universo."
Queridas estrelas, como querem que eu vos ame se já sei que vós não sois antepassados meus brilhando à noite para não me sentir tão sozinha? Como querem que eu acredite que na vossa existência se estão a milhares de anos-luz e actualmente até podem já não existir?
A idade medieval foi a idade das trevas, para muitos historiadores... Mas digo-vos queridas estrelas, antes as trevas de não saber nada, do que as trevas de destruir tudo em que eu gostaria de acreditar.

terça-feira, 2 de abril de 2013

"amigos ficam juntos até ao fim"

Quando escrevo sobre ti nada saí do meu jeito bonito de escreve. Talvez o meu maior problema seja tantas histórias para contar, tanto tempo... Enfim há uma vida inteira que nos conhecemos, a chata com uma pala cor-de-rosa que mais parecia um pirata hoje cresceu. Mas quem me dera a mim poder voltar...
No final de contas sempre foi assim sempre tiveste mais amigos e  mais gente com quem partir e no entanto voltas sempre a vir ter comigo para eu te limpar as lágrimas e dar coragem para continuar, para bater em quem te ofende... Para que possamos proteger a amizade que nasceu no coração de quem cresceu.
Sei que nunca te contei, mas naqueles meus diários velhinhos escrevi histórias de magia em que éramos protagonistas, bem, a verdade é que nunca acabei história nenhuma mas na minha mente ficou gravado o final.
Ou talvez apenas tenha escrito com saudade das tuas cartas... De te ver por aí, a vaguear no meu quarto ;)