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domingo, 17 de novembro de 2013

Os teus olhos choraram… E foi por isso que te perdoei… Mas não esqueci! O rancor permanece dentro de mim. Começo a pensar que apenas disse que te tinha perdoado porque chorraste!
Agora que estou sozinha, dentro de mim e longe de toda a gente, sei que não te perdoei, talvez nunca te perdoe!
Vais conseguir viver a saber que te odeio? Se conseguires, parabéns! Porque não prestas!
Lembro-me de estar sempre lá! Eu estive sempre lá para ti, e tu? Abandonas-me… Bem, costumavas dizer que não tenho jeito para escolher amigos, não é que é verdade? Porque a realidade é que te escolhi e de nada me valeste.

Lembro-me de quando precisei de ti, quando todos gozaram comigo, quando precisava de te contar as minhas coisas e tu não guardaste segredo de nenhuma delas não foi? Mas eu perdoei tudo isso, porque isso não era uma traição significante no meu coração, mas no dia mais feliz da minha vida, porque não estiveste lá? Porque não disseste porque não estiveste lá? Foi a partir desse dia que percebi que és reles!
Deixaste-me sozinha sempre que precisei de ti, agora espero conseguir ser para ti o mesmo que foste para mim, durante estes 14 anos.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

folhas viagantes

As folhas do passado caem vigorosamente no chão terroso, resplandecendo com tons que vão desde o amarelo até ao avermelhado.
Pena que nem todas as folhas caiam no terreno húmido... Muitas caem sobre o cimento cinzento e frio, são varridas, encaixotas e enviadas para uma lixeira onde apodrecerão.
Como as folhas podres são os corações dos humanos de hoje... Os corações são varridos pelo tempo desesperado em passar depressa, são transportados por camiões de sentimentos mesquinhos e depositados na lixeira que se tornam os seus corações.
Por isso, deixem as folhas caírem na terra macia e fofa! Deixem o rio correr fora dos limites desenhados com betão! Deixem a natureza ser limpa e diferente daquilo em que nós seres humanos nos tornamos!
Deixem o planeta respirar, pois se um dia o planeta não nos puder suportar mais, Marte não é habitável e acabaremos por morrer no meio do lixo que causamos...

Talvez as folhas fiquem mais bonitas sobre as calças e do betão do que varridas para lado nenhum...

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

felizes

Mudei a minha vida no dia em que decidi amar-te... Em que o destino me empurrou para o terrível mundo das cocegas da felicidade!
Gostava que a minha vida fosse diferente? Claro que sim! Mas se implicasse perder-te para ter a vida que sonhei, então eu quero que a minha vida seja um pesadelo mas contigo ao meu lado! Porque eu prefiro sentir-me presa dentro do meu próprio quarto do que livre num mundo sem ti!
Sem ti eu estaria presa às sombras das solidão, as sombras que assolam a minha imaginação!
Por isso mudei tudo o que tinha, para tudo o que amo agora, mudando apenas o meu coração!
O tempo voou entre os abraços e os beijos da nossa paixão. As coisas mudaram para melhor agora somos unha com carne conseguimos viver a vida um do outro como um só...
Somos inseparavelmente felizes!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

colar de diamantes

Colar de diamantes que brilhas no meu delicado pescoço. O teu brilho até as minhas lágrimas consegue disfarçar.Troquei o meu amor por um punhado de diamantes e agora não sou nada mais que o colar que trago comigo, pois tudo vendi! Sou como um corpo negro que reluz com diamantes ao peito.
O meu corpo pertence a outra pessoa, tudo porque queria jóias a embelezar a minha essência e com isso a essência perdi...
Não sou mais do que a prostituta que vai para a cama com o homem com que se casou, que tem um copo de cristal cheio de champanhe na mão e almeja aquele que segura um copo de plástico cheio de água.
Vejo todos os dias a vida que queria ter escolhido na cara das outras pessoas, agora que tenho o colar de diamantes que sempre desejei, só desejo nunca o ter desejado! Não sou nada! Sou um trapo roto!
E o meu coração destroçado chorou o facto de eu ter errado, preferi os malditos diamantes ao amor e agora nem embelezada com diamantes consigo ser bonita...
A beleza que trouxe da pobreza foi desfeita no dia que conheci a riqueza. E perdi a riqueza do coração no dia que eu vi o brilho dos diamantes.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Ouço o tic, tac incessante
Do relógio sempre certo.
Que tarde secante,
Passada debaixo deste tecto!

Olho a janela. Desejo!
Vejo os pássaros voar. Almejo!
Quero correr lá pela minha rua…
Tarde bela, eu sou toda tua!

O chá está marcado
E seria pecado
Se eu fosse brincar
E o vestido sujar.

Mas eu não quero beber chá!
Eu quero ir brincar para lá!
Lá longe do tic, tac, ensurdecedor!
Um sitio onde os sapatos
Não provocam qualquer dor
E onde posso correr atrás de sapos!