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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Choro porque sim. Talvez isso faça bem, talvez não…
Que diferença faz se ninguém vê? Eu vejo-te, porque não me vês a mim? Serei invisível ou tu cego?
Eu preciso de um sorriso! O sorriso que me costumavas dar! O sorriso perdido no universo de já não amar… Porque não admites, mas é isso que acontece! Tu esqueceste-me, como quem esquece o que foi o almoço…
Tu finges que me perdoaste para poderes esquecer o que te atormenta. Porque eu sou uma tormenta! Já não sou o amor! Sou tormenta! Sou um castigo para ti?
Eu deveria ter passado por ti, eu deveria ter-te pisado como quem pisa um inseto! Eu deveria ter abortado o meu sentimento por ti… Mas não fiz nada disso, eu criei no meu coração um berço para te embalar nos momentos tristes e um paraíso para vivermos felizes… E para quê isso? Para agora já não ser ninguém, para quem tudo fui…

domingo, 8 de dezembro de 2013

Poema de Natal

Quem me dera que nevasse,
Para ver o meu quintal de branco.
Para festejar o nascimento do santo,
Que na Páscoa desfaz-se.

Quem me dera ver luzes no céu,
Para encher a noite de alegria.
Pois nasce o menino, que será réu
Para que a humanidade sorria.

Quem me dera que o destino
Não fosse tão fatal
Para Jesus, o menino,
Para quem festejamos o Natal.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

castelo de diamante

Quando não houver lugar nenhum para fugir...
Quando não for feliz em lado nenhum...
Quando os teus braços forem insuficientes para mim...
Quando tudo ficar fraco, eu tenho o meu castelo de diamante iluminado pelo arco-íris brilhante do teu sorriso. Eu tenho o calor da nossa paixão a aquecer os meus pés sempre gelados.
Quando restar nada, então eu tenho um passado que viverei vezes sem conta pois este passado, que hoje é o presente, sempre foi o futuro com que sonhei para mim. Em criança, não sonhei em ter uma profissão, como as crianças normais. O que eu sempre quis foi alguém para amar!
E nesse castelo, vive todo o meu amor. Eu dei-te as chaves do meu castelo, para que possas viver comigo deitado sobre as suaves nuvens deste sentimento tão forte e para que nos tranques aos dois lá dentro. Assim nunca ninguém interferirá entre nós porque as paredes ásperas e os soldados de chumbo iram nos proteger.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

um adeus

Esta será a ultima vez que te escrevo, porque estou farta de chorar por ti. Podes pensar que estou a exagerar, mas não estou. Eu tornei-te minha irmã porque te amava e tu "rasgaste" a nossa amizade vezes sem conta, mas tudo bem, eu sempre tive fita-cola à mão para remediar mas destas vezes foste embora antes de eu conseguir voltar a por tudo no lugar... E pela primeira vez percebi que tomei por irmã alguém que me usou...
Poderia contar as inúmeras vezes que me "avisas-te" de que não éramos as três mosqueteias, afinal, a loira nunca fez o juramento "uma por todas e todas por uma" e a dos olhos verdes nunca teve intenções de cumprir esse juramento, só eu é que mantive na minha mente essa ilusão durante muitos anos...

Depois de "A Loira" nos abandonar no campo de batalha, eu voltei a por-me à tua frente, porque sempre fui melhor na arte da defesa, e tu desapareceste por trás das minhas costas, como sempre fizeste. O meu azar, foi que durante muito tempo, fiz de conta que não te vi longe e quando precisaste novamente da tua cavaleira lá estava eu, de costas voltadas para te defender...
Perdi muita coisa por tua causa! Mas tu perdeste muito mais quando me perdeste a mim...
Contei-te a nossa história e agora é hora de te dizer adeus, porque eu não consigo olhar para quem me traiu. 




domingo, 1 de dezembro de 2013

Mãe

Vivo num cantinho,
Criado para o amor
Com muito carinho.
                          
Esse cantinho maravilhoso,
É o colo encantador,
Repleto de amor primoroso,
De uma mãe incrível!

Descreve-lo é impossível,
Porque este sentimento
Ao coração nos murmura
A mais alta ternura.