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sábado, 28 de dezembro de 2013

Um Adeus

Meu amor,
Escrevo esta carta porque as forças já me faltam para tudo o resto, eu não tenho coragem para te contar o que se passa comigo… preciso de escrever para que percebas o que estou a sofrer.
Algo está a nascer em mim, algo que é natural de acontecer no interior das células, isto resulta de uma mutação génica durante a mitose. Tu sabes do que estou a falar, estudamos isto, juntos na escola… Eu sei, podia ser apenas uma célula que tivesse sofrido essa mutação génica, mas infelizmente não foi isso que aconteceu. Um aglomerado de células cresceram assim e espalharam-se… Elas estão por toda a parte!
Quando leres isto, provavelmente já não estarei viva… Tenho alguns dias de vida e eu não os quero passar a ver-te chorar a minha morte, porque ainda não morri, e sei que eras incapaz de me fazer viver todos os segundos, por isso, eu fugi! Eu quero viver! Quero fazer tudo o que até agora não pude fazer! E eu quero morrer à minha maneira e não da forma como esta porra quer!
Devo-te dizer, eu amo-te! Eu amo-te como nunca amei ninguém e é por isso que escrevo esta carta, não quero apenas dizer-te porque fugi, mas também te quero dizer que tu não vais ao meu funeral, vais deitar fora
todas coisas que são minhas e estão na nossa casa. Vais seguir em frente, fazer de conta que eu não existi! Vais ter outra namorada, bem mais bonita do que eu e vais ser muito feliz, porque eu serei feliz se tu o fores…

É tudo o que tenho para te dizer.

domingo, 22 de dezembro de 2013

"Eu Vou Sonhar"

Apesar de gostar estar sempre sozinha,
e de nunca ter sido uma menina boazinha
e isso não quer dizer que não tenha um sonho!
Mas será esse o nome certo para ele? Onde o ponho?

Talvez deva chamar ambição, ou talvez não!
É um desejo um objetivo, uma missão!
Eu quero ser escritora, poeta,
Quero ser amiga das letras, etc.

Eu gostava de poder alcançar um dia
Esse sonho, através da minha magia!


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

coisas más

Corro entre as árvores. O meu vestido prende-se em todos os ramos de todas as árvores, mas não me preocupo se o rasgar, porque sou livre!
Em tempos fui princesa, agora ambiciono ser fada, o que haverá de melhor do que ter as minhas próprias asas? Já as sinto nascer no meu dorso! Imagino que farão um pouco de cócegas ao início, e provavelmente não irei conseguir voar como as outras fadas nos primeiros dias. Mas terei as minhas asas! Poderei voar por todo o mundo! Imaginem só: o bater vibrante das asas, as velocidades que poderei atingir, os sítios que poderei visitar!
Infelizmente, não posso fazer isso agora mesmo, mas brevemente o farei. Por agora tenho que correr, tenho que chegar à cerimónia que me dará vida aos sonhos.
As fadas voam por cima da minha cabeça. Brilhantes pontos que se deslocam comigo, não querem que me perca. E finalmente cheguei, a uma clareira no meio de um bosque sombrio, consigo ouvir diversos sons que me assustariam se eu não estivesse a segundos de receber as minhas asas!
- Olá princesinha! – saudou uma fada vestida de azul, com umas asas fofinhas!
- Espero que estejas preparada para receber as tuas asas. - afirmou a “fada rainha”.
Com isto, senti algo a espetar-se nas minhas costas… seriam as minhas asas? O sangue escorreu das minhas costas até ao chão e quando o tocou ondas brilhantemente azuladas foram de mim até às fadas, elas ficaram com um aspeto mais jovem e eu caí sem conseguir respirar. A rainha aproximou-se de mim e afirmou:
- O sangue real sempre caí aos nossos pés!                    
- As minhas asas… - perguntei chocada.

- Estão aqui! – A rainha colocou um punhal no meu coração…

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Choro porque sim. Talvez isso faça bem, talvez não…
Que diferença faz se ninguém vê? Eu vejo-te, porque não me vês a mim? Serei invisível ou tu cego?
Eu preciso de um sorriso! O sorriso que me costumavas dar! O sorriso perdido no universo de já não amar… Porque não admites, mas é isso que acontece! Tu esqueceste-me, como quem esquece o que foi o almoço…
Tu finges que me perdoaste para poderes esquecer o que te atormenta. Porque eu sou uma tormenta! Já não sou o amor! Sou tormenta! Sou um castigo para ti?
Eu deveria ter passado por ti, eu deveria ter-te pisado como quem pisa um inseto! Eu deveria ter abortado o meu sentimento por ti… Mas não fiz nada disso, eu criei no meu coração um berço para te embalar nos momentos tristes e um paraíso para vivermos felizes… E para quê isso? Para agora já não ser ninguém, para quem tudo fui…