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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Como se nada se passasse vejo, só por ver, a chuva miudinha a cair no meu capote. A estúpida chuva tenta passar entre as linhas, as peles, a compaixão... Mas nada entra!
Devo avisar, nem mesmo as flechas mais aguçadas vão perfurar a carne que me eleva.
Nem as espadas mais afiadas vão conseguir cortar os ossos que eu tanto protejo!
Elevei estas pedras de lava escaldante e nada as vai derramar, nem arrefecer. Porque agora até o passado fica ali, além… Onde não vive mais ninguém!
Só é pena ter elevado estas pedras tão tarde, porque algo conseguiu entrar cá para dentro enquanto as erguia. As ratazanas, que trazem no sangue a água benta, estão cá dentro, mas eu tento mata-las a todo o custo! Elas vão morrer todas! Nada me vai impedir de viver neste paraíso para o qual lutei, nem mesmo as malvadas criaturas que cá vivem comigo.

E quando essas malditas ratas desaparecerem eu posso finalmente ser feliz, naquele meu mundo que eu já não visito há muito tempo… Jano, Raquel, Alice, Samanta, Catarina, Eduardo, Isaac, Amadeu, Sofi, Mariana, Gosthaf, Olavo, Hasti (a deusa demoníaca)… E TANTOS OUTROS! Eu sinto a vossa falta… Mas brevemente eu volto! Eu volto para os braços da magia que a mente tanto teima em transformar em realidade!

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Condecorações

O estado português condecorou o Cristiano Ronaldo por nunca ter feito mais nada na vida do que dar pontapés numa bola e deixou Aristides de Sousa Mendes morrer na miséria! Este senhor, Aristides de Sousa Mendes Salvou 3000 judeus dando-lhes permissão para entreterem em Portugal (pais neutro durante a 2ª guerra mundial), assinou todos estes passaportes sem autorização de Oliveira de Salazar e como sanção foram-lhe retirados todos os bens, foi deixado na miséria. Viu a sua  mulher morrer porque não a deixaram entrar num hospital, e até esse momento só conseguiram comer porque os judeus que ele salvou, ajudaram-no.
Não merecia este homem estar no Panteão Nacional? Não merecia todas as comemorações que existem em Portugal?
Ele hoje em dia já está morto, mas tenho a certeza que os filhos dele (que estão tentar canoniza-lo, se não estou em erro) ficariam muito felizes por finalmente o estado português de alguma forma pedir desculpa pelo que fez.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

amor e paixão

Decorado com missangas bonitas,
Oh, mas que coisinhas mais coloridas.
São de mil cores os corações,
Coloridos por nossas emoções.

Essa coisinha tão preciosa,
Que guardamos como só nossa,
É a única coisa que nunca poderemos evitar,
E isso escreve-se com todo o verbo amar…

É dar um pedacinho de nós a toda a hora.
Um pedacinho de amor e paixão.
Um pedacinho doce como a amora.
É um pedacinho que enche todo o coração.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Livre Serei

Sou um pássaro preso numa gaiola. Eu cantava… Mas não canto mais! Eu cantava porque pensava que a gaiola me protegia e assim era feliz, o que é melhor de que estar em segurança? Mas agora apercebi-me que a gaiola não tem uma porta por onde eu posso sair e entrar. Eu vivo numa gaiola com paredes de tijolo e betão. Vivo numa gaiola confortável, mas isso não muda o facto de eu não poder ser livre… Eu nunca vou puder ser livre, mas penso em fugir, arranjarei maneira de deitar a minha gaiola a baixo e voar livremente.

Porque eu serei livre! Não há nada mais importante do que a liberdade de ser feliz com quem se ama… Não tenho problemas de fazer o que quer que seja para poder ser livre, mesmo que isso signifique que não volte a ver quem vive nesta gaiola comigo!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Uma Mente Cheia

Eu vivo para amar um ser que não me ama a mim. Vivo para ser nada que este mundo conheça. Perco-me nos bosques e vales do teu corpo. Perco-me nas entranhas de mim como se fosse uma semente dentro da terra.
Mas eu sou feliz! Sou feliz por não ser um mero humano. O que eu sou é uma linha cor-de-rosa que passeia pelo mundo dentro da minha mente.
Esse mundo é feito de histórias tão fantásticas como os deuses ou as fadas… A minha mente recheada de pó de fada e brilho não vê o mal nos olhos do outro, porque pensa que esse outro vive numa mente como a minha. Mas ninguém vive num sítio tão cor-de-rosa e com pó de asinhas pequeninas que voam de um lado para o outro dentro de mim. Por baixo da minha pele existe uma camada de musgo verde que protege estes seres do mundo exterior. Um dia, quando eu morrer, não os poderei defender mais, o que acontecerá a esses meus seres em quem já ninguém acredita?


É engraçado que isto é o que eu vejo dentro de mim, mas por fora, sou um ser cinzento entre outros 7 biliões iguais a mim.