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sexta-feira, 14 de março de 2014

Rio que Passa por Amor

O rio que passa e não saí do lugar. Quem me dera ser rio para te amar.

Como te amaria eu, se fosse rio? Ora, banhar-te-ia com água pura, mostrar-te-ia o meu rosto espelhado nas águas que passam ou então passaria por ti, sem me veres passar e assim admirar-te, como já te admiro mesmo não sendo rio. Mas sem ti, nem rio, nem água, nem nada sou! Porque o que é um meio coração que pulsa sem sentido? Não é nada… Eu tenho duas metades: uma minha, outra tua, ambas nossas. Porque temos o desejo de as partilhar.
O rio que passa e não saí do lugar. Quem me dera ser rio para te amar.
Então que seja um rio que desce à desgarrada, pelas montanhas do teu amor, entrando no vale onde as cavernas da paixão me encobrem. Para ser tudo o que te pertence, para sermos um puzzle que encaixa na perfeição, para sermos só nós e não precisarmos de mais ninguém.


O rio que passa e não saí do lugar. Quem me dera ser rio para te amar.

terça-feira, 4 de março de 2014

coisas do coração

As minhas lágrimas conhecem o teu rosto. Tal como as minhas mãos conhecem o teu corpo. Quero-te perto de mim para que possa sonhar, sonhar com aquele mundo feliz onde não há desgraça, nem injustiça, nem nada do que existe neste mundo! Eu quero-te porque te amo e eu sei que te amo porque também sei o que não é amar!
Por tudo isto, o perdão é algo desnecessário porque quem ama perdoa sem saber que esquece o sucedido... O amor será eterno? Não sei! Mas o meu amor será eternamente teu.
Quem me dera conhecer a palavra do amor numa língua morta, porque as línguas vivas usam a palavra "amo-te" de uma forma suja e desapropriada... Quem sabe se um dia alguém me ensina etrusco, aí, tu serás o meu Jano e viveremos numa ilha perdida no meio do Atlântico.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Vivo na rua da liberdade e em nada sei o que isso significa!
Sinto-me prensa entre muralhas feitas com pedras grandes e frias… Um granito atroz.
O sol que brilha dentro de mim parece apagar-se, talvez o seu combustível esteja a chegar ao fim, talvez se quei
ra transformar numa gigante vermelha, ou talvez apenas me queira abandonar.
As paredes pressionam-me a escolher uma das duas fugas que tenho, mas prefiro ser esmagada do que ter escolher entre a prisão e a infelicidade, porque seria infeliz das duas formas.
Eu não aguento a minha mente, que grita que preciso de liberdade, e o meu coração, que chora por consolo.
Eu não aguento ter que escolher entre o que amo e o que me esgota… Eu não aguento mais viver assim! Não quero morrer, porque a vida é tudo o que tenho, mas quero ter a liberdade de poder escolher o que eu quero fazer!

Eu tenho pensado em fugir… Mas para onde? Não tenho um poiso seguro para onde ir!

sábado, 1 de março de 2014

O Mandar

Os sapos ficam descansados
Ao sentirem a minha presença,
Pois acompanha-os para mostrar o fado,
Como o destino e não uma sentença.

Que mais não seria
Do que o destino humano?
Caro leitor, não se ria.
Porque o que tenho para contar
Matará o rebanho
Que segue silenciosamente o mandar
De seres de uma raça inferior.

Porque o destino fatal
Esta sempre no final,
De um mundo sem amor.