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sábado, 17 de maio de 2014

Queria escrever com notas musicais,
Mas de musica nada sei.
Queria sonhar um pouco mais,
Mas imaginar não mais conseguirei.

Eu queria tanto!
E para meu espanto,
Não tenho nada!
Nem da querida palavra
Eu sou rainha!
Que sina a minha...

Sou só mais uma qualquer,
Que procura o maldito malmequer
Para saber qual a sua sorte
Quanto à morte.

sábado, 26 de abril de 2014

A Terceira Pele - Portal Entre Corações

Consciência que nada nos trás nada. Abrigo que não existe. Essência de um ser! É assim a terceira pele que reveste a alma! Mas nem todos, alma têm! Por isso, para muitos só existe uma pele espessa como a de um dragão, revestida de escamas que escondem na sua sujidade um amor impuro. Um amor que não existe! Um amor que não sabem saborear! Um toque que não é nada!
Não existem faíscas entre as almas que se tocam!
Mas nem toda a gente assim é! Eu, por exemplo, partilho estas faíscas com quem sei amar… Porque toda a vida não quis mais nada do que um amor de verdade! Que mais nos pode trazer felicidade sem ser o amor? Que mais nos pode dar a pele que protege a alma do que a sensação tão estranha de tocar a mão do amado? Que mais nos pode dar a pele que nos protege do que conforto da felicidade se se estar completo ao ser só metade? Porque cada um de nós não é nada mais do que meia alma que anda por aí à procura da sua outra metade! Esta terceira pele que deveria ser revestida de sentimento é nada mais do que um impedimento ao encontro das metades de alma. Mas se do nosso mais profundo ser, desejarmos a felicidade do amor de outro, então a pele que impede o contacto das almas torna-se no portal para que as almas se unam para sempre.

O que há de melhor no destino do que estar destinado a ser uma alma inteira ao unir duas metades que se amam?

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Uma Falsa Segunda Pele

As roupas com o passar do tempo ficaram tão justas que hoje em dia mais parecem uma segunda pele, uma segunda pele como quem diz uma primeira, tudo depende se vemos as peles de dentro para fora ou de fora para dentro.
Só é pena que, ao contrário das roupas, a compaixão e sensibilidade tenha alargado e afastando-se do corpo e agora mais parece um balão de ar quente que apenas serve para elevar o cesto…
São as modas, o usa-se e deita-se fora… É a mania que somos superiores a todos os outros. E no final de contas não passamos de vermes rastejantes que importunam quem de seu direito pode nos pisar, essas pessoas que de verdade nos podem pisar são aquelas que a cultura é superior ao balão de ar quente que incha com a nossa hipocrisia.