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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

"Jano não conseguia viver com a dor que o destino lhe causara. Jano não sabia viver sem a sua Hasti, sem os seus cabelos de ouro que pareciam uma coroa e os seus olhos esverdiados onde se escondia o mundo de Jano. Todo o seu ser tinha se decomposto quando o corpo de Hasti perdeu a vida… Nem o rebento da sua relação conseguia curar as feridas que delaceravam aquele pobre coração.
Se os corpos já não podiam estar juntos, então Jano libertaria a sua alma, para que a sua alma pudesse estar com a de Hasti."


Este foi o fim que escrevi para o livro "No Segredo dos Deuses" há 4 anos (pois escrevi o final no mesmo dia que iniciei o livro), agora olho para ele e continua a parecer-me extremamente romântico, contudo já mudei tantas vezes a história que é completamente impossível que este final encaixe no seguimento do livro e por achar estás frases tão bonitas as partilho convosco, pois tal como Jano, eu não suportaria viver sem a minha Hasti!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

no interior de um iceberg

Vislumbro a altura desta racha no iceberg, não tenho medo de cair porque o brilho do gelo deslumbra-me! Acredito que desde aqui até ao fundo desta montanha de gelo existam milhares de metros e que se caísse agora o meu grito propagar-se-ia por centenas de anos!
Tenho de desistir de todos os meus sonhos para
realizar o que para mim é um pesadelo…
Mas se me atirasse seria no mais profundo silêncio, para ter a certeza que ninguém me resgataria. Pois, se não consigo realizar os meus sonhos no topo do iceberg, talvez consiga no seu interior! O que tenho eu a perder? O que tenho eu a perder se me atirar agora?
Estou sozinha no meio da Gronelândia, nunca ninguém me encontraria, quem é que iria descobrir que eu andei 30 quilómetros para ver esta tão famosa racha que deslisa em direção ao mar? O meu corpo seria queimado pelo gelo e quando chegasse o verão seria subterrada no fundo arenoso do oceano… Nunca me encontrariam! E talvez nem queria ser encontrada…
Quem saberia, se fui eu que me atirei ou se o foi o gelo que quebrou mesmo por baixo dos meus pés?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Os rios correm para a nascente,
O sol já não se põem no poente.
Estou desalinhada de todos os astros...
Debaixo de água está o meu mastro…

Tenho o barco ao contrário,
Mas consigo respirar…
Será esta história conto do vigário?
Ou fui eu que deixei de me importar?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015



Há minha volta gira um tornado de emoções. Tento correr ao mesmo ritmo desse tornado, para me manter no centro, onde os ventos são mais fracos não me conseguiram destruir mas já me sinto a ser sugada. Não estou a conseguir acompanhar este tornado…

Tornado esse que eu criei, destrói tudo pelo caminho e não deixa uma única árvore de pé… Assim é que se vê como o feitiço se vira contra o feiticeiro!